<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641</id><updated>2011-07-07T13:34:03.877-07:00</updated><title type='text'>Socialismo Moreno</title><subtitle type='html'>Este brasileiro sim, jamais se entregou. Nem ao cancer... Lutou bravamente com alegria e disposição e com muito amor pela nossa patria e pelo nosso povo mestiço, moreno, brasileiro!Viva Darcy Ribeiro!!!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-5210433818349316887</id><published>2010-06-17T17:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T17:01:18.592-07:00</updated><title type='text'>Brizola Neto</title><content type='html'>Resultados para: socialismo moreno&lt;br /&gt;Os 30 anos do PDT&lt;br /&gt;quinta-feira, maio 27th, 2010 at 0:02&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não haja nada que nos leve tanto à reflexão quanto um dia cansativo de trabalho e luta. Aqui em Brasília, onde a gente se sente  mais só, isso é ainda mais forte. Por isso, para registrar o 30° aniversário do PDT, fui buscar algo que me liga ao passado, me liga exatamente ao tempo em que nasci. Para outros, talvez ligue ao tempo em que eram jovens como eu – vou me permitir isso, apesar da dor nas costas, tá?&lt;br /&gt;E uma tolice acharem que nós, jovens, não nos ligamos ao passado. Não. É a única maneira de permanecermos jovens, de permanecermos abertos às novas ideias, de permanecermos vivos.&lt;br /&gt;O problema é que não podemos viver só dele.&lt;br /&gt;Eu sou neto de Leonel Brizola, ótimo. É uma honra, mas é também um julgamento pessoal e familiar como todos nós fazemos em relação as pessoas queridas que marcaram nossas vidas. Foi um avô presente, o quanto pôde; carinhoso, o quanto sabia ser,   e rígido, o quanto julgava justo ser.&lt;br /&gt;Mas o que devo a ele não é apenas honrar sua memória. E muito menos é isso o que me prende ao meu povo, ao meu país e à minha geração.&lt;br /&gt;O que me une mais profundamente a ele é o desejo de agir para transformar a realidade.&lt;br /&gt;Por isso, o que trago aqui para lembrar os 30 anos do PDT é algo que aconteceu um ano antes, quando antigos remanescentes do trabalhismo se juntaram a jovens (entre eles, Dilma Rousssef) que combateram, com o risco das próprias vidas, a ditadura militar, se reuniram para retomar um nome, uma sigla – que afinal perderam num golpe judicial – mas, acima de tudo retormar um sonho de um país  justo, democrático e que caminhasse para um socialismo ao nosso jeito: tropical, moreno, libertário.&lt;br /&gt;Aos que partilharam este desejo e que, por isso, nunca se foram, porque permanecem em nossas lutas presentes, a melhor homenagem, que é lembrar o que fizeram.&lt;br /&gt;Brizola Neto Sem categoria Comments (21)&lt;br /&gt;Liberdade sempre; Igualdade, agora e amanhã!&lt;br /&gt;quinta-feira, maio 13th, 2010 at 13:58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é um dia muito especial. Nem tanto pelo ato da abolição da escravatura, esta vergonha da qual o Brasil foi um dos últimos países a se livrar, porque o sistema econômico já não podia conviver com ela, quando a princesa Isabel assinou a Lei Aurea. Até porque os negros, livres de direito, continuaram escravos da pobreza e do abandono, restritos à periferia da vida social.&lt;br /&gt;Mas é especial porque lembra a todos nós que a abolição da escravatura , de fato, é o ato de reconhecermos que somos todos iguais. Um ato que não se conclui, que permanece em nossas atitudes a cada dia e que, sobretudo, se expressa em políticas que permitam, progressivamente, acabar com o imenso fosso social que vinha eternizando a exclusão de nossos irmãos negros num apartheid cultural, educacional e cidadão.&lt;br /&gt;Ainda o vivemos, e às vezes de forma dramática como a escravidão de há 122 anos. É o que mostra a  matéria da Folha de hoje, onde o economista Marcelo Paixão, da UFRJ, mostra que de cada quatro trabalhadores brasileiros libertados de situação análoga à escravidão, três são negros ou pardos. E não são poucos: são 73% dos 38.572 brasileiros libertados desta vergonha.&lt;br /&gt;O trabalhismo tem orgulho de ter sido o primeiro partido a levantar a causa negra, tem o orgulho de ter sido um dos que criminalizou o racismo, com a Lei Caó, do jornalista Carlos Alberto de Oliveira dos Santos, nosso parlamentar. De termos entre nós um líder histórico do povo negro, Abdias doNascimento. De criarmos o termo “socialismo moreno”, para significar que igualdade, no Brasil, passa necessariamente pela igualdade racial.&lt;br /&gt;Nenhum orgulho, porém, nos deixa mais felizes que ver os nossos irmãos ascendendo. Vivendo melhor, comendo melhor, tendo acesso aos bens a que todas as pessoas têm direito, educando melhor os seus filhos e, finalmente, podendo ingressar no ensino superior com a política de cotas que, apesar de toda a oposiçao da elite, não vai ser revertida.&lt;br /&gt;A mesma Folha, no caderno de economia publica o gráfico que reproduzo aí ao lado. A renda dos brasileiros negros subiu 222% nos últimos oito anos. Seus padrões de consumo subiram. Ainda assim ,você pode reparar, o acesso das famílais negras a bens como fogões, máquina de lavar, computador, freezer e outros ainda é inferior ao que era o das famílias brancas oito anos antes. Em outros, como televisão, geladeira, telefone, são ligeiramente maiores do que o índice de 2001, mas ainda bem abaixo do que estas têm em 2007.&lt;br /&gt;A discriminação racial e social, porém, prossegue. No jornal, Marcus Vinícius, estudante universitário, exemplifica com uma concessionária de automóvel: “acho que somos vistos como os integrantes da periferia, que não tem renda nem condição de comprar”.&lt;br /&gt;Vamos continuar brigando para que não seja mais assim, para que o Brasil dê  a todos os seus filhos, de todas as partes e de todas as cores, a idéia de que somos uma só coisa: brasileiros.&lt;br /&gt;Que a liberdade e a igualdade, agora e para sempre, abram as asas sobre nós.&lt;br /&gt;Brizola Neto Sem categoria Comments (6)&lt;br /&gt;Lula e o “socialismo moreno”&lt;br /&gt;terça-feira, março 16th, 2010 at 15:26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler hoje, no Valor Econômico, um trecho do discurso do presidente Lula e empresários em Israel, lembrei de como Leonel Brizola falava do “socialismo moreno”, algo que na época, os intelectuais – muitos do PT – ridicularizavam. Mas, vejam: não é da essência da democracia que o povo, na sua cor da pele, no seu jeito, em todas as esferas de poder e representação?  Lula demonstrou ter absorvido este conceito ao afirmar:&lt;br /&gt;“Possivelmente por causa de minha origem eu não conseguia perceber por que um metalúrgico de São Paulo iria brigar com um índio boliviano, e o índio está provando ser capaz de governar a Bolívia”, elogiou. “Os índios descobriram que têm de votar nos índios, que é a coisa mais normal. Anormalidade era um presidente louro de olhos azuis que quase nem falava espanhol governar a Bolívia”&lt;br /&gt;Lula disse isso, segundo o jornal diante de ” uma silenciosa plateia de empresários, muitos de cabelos e olhos claros, em um país onde uma das questões mais sensíveis é a reivindicação de maior poder por parte dos palestinos e árabes de pele morena”.&lt;br /&gt;Aliás, na mesma fala, Lula disse algo que deveria ser um bom conselho para os líderes do Rio de Janeiro nesta questão dos royalties. Ele contou que, depois de eleger-se presidente boliviano, com a simpatia de Lula, “o primeiro discurso do Evo Morales foi tomar a Petrobras”. O Brasil, disse, reconheceu o direito da Bolívia ao gás e “cedeu no que tinha de ceder”. Aí está uma boa orientação para essa batalha do Rio de Janeiro. Se defendermos o que é justo, e só assim, teremos força para evitar o que é injusto.&lt;br /&gt;Consegui o áudio do discurso, que publico aí em cima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-5210433818349316887?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/5210433818349316887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=5210433818349316887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/5210433818349316887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/5210433818349316887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2010/06/brizola-neto.html' title='Brizola Neto'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-470139424657808112</id><published>2008-10-30T11:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T12:07:32.520-07:00</updated><title type='text'>Crescem as consciencias esclarecidas em Bambuí</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SQoFi2aCw_I/AAAAAAAAATM/WAHThCXVYEs/s1600-h/Luciano+e+crescimento+do+PDT.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263025210814284786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SQoFi2aCw_I/AAAAAAAAATM/WAHThCXVYEs/s320/Luciano+e+crescimento+do+PDT.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Após a campanha eleitoral de 2008, em que o nosso partido se pautou pela ética, pelo compromisso, pela seriedade e pelo oferecimento de propostas sinceras e efetivas para a nossa cidade, tivemos um coroamento com a maior votação que o PDT já obteve em todos os anos que existe em nosso município. A votação do PDT superou partidos tradicionais em nossa cidade, como o PSDB e o PMDB. Isto demonstra um crescimento real, ainda mais que nosso partido fez parte da coligação que obteve apenas 4.542 votos nas eleições majoritárias.&lt;br /&gt; Ao analisar-mos os fatos, constatamos o quanto foi importante o trabalho de todos os membros do partido, principalmente daqueles que ofereceram seus nomes para a apreciação dos eleitores de Bambuí. Participar das eleições é um dever cívico de todos aqueles que querem o bem público e o desenvolvimento da cidade, além de educação de qualidade, trabalho digno e saúde ao alcance de todos, bandeiras que o nosso partido carrega com muito orgulho,  vontade e dignidade!&lt;br /&gt; Contribuíram oferecendo seus nomes para este crescimento, os seguintes companheiros: Agnos, Gilmar Ananias, João Bonifácio, José Aparecida da Padaria, Magno Terêncio, Nilma Costa e Regis dos Campos além dos companheiros coligados Dr. José Francisco e Luisinho Caminhoneiro do PHS.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-470139424657808112?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/470139424657808112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=470139424657808112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/470139424657808112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/470139424657808112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2008/10/crescem-as-consciencias-esclarecidas-em.html' title='Crescem as consciencias esclarecidas em Bambuí'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SQoFi2aCw_I/AAAAAAAAATM/WAHThCXVYEs/s72-c/Luciano+e+crescimento+do+PDT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-2836958751950504303</id><published>2008-04-15T13:55:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T20:11:46.483-08:00</updated><title type='text'>Juventude Socialista instala comissão em Bambuí</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SAUWoe3SRJI/AAAAAAAAALA/Zo5Iv-jPIrU/s1600-h/comando+da+JSPDT.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189579030349890706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SAUWoe3SRJI/AAAAAAAAALA/Zo5Iv-jPIrU/s320/comando+da+JSPDT.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Verás que um filho teu não foge à luta”, este é o lema da JUVENTUDE SOCIALISTA do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filiada à IUSY ( International Union of Socialist Young) (&lt;a href="http://www.iusy.org/"&gt;www.iusy.org&lt;/a&gt;) , a Juventude Socialista do PDT (&lt;a href="http://www.jspdt.org/"&gt;www.jspdt.org&lt;/a&gt;) chega a Bambuí pelas dinâmicas mãos dos jovens e instala sua primeira Comissão Provisória, assim composta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente: Nayara Paulinelli, filha do ex-Prefeito de Bambuí, Neysson Paulinelli e estudante, Vice-Presidente: Djavan Marcos Braziel, filho de José Braziel e ex- Mestre Conselheiro do Capítulo De Molay de Bambuí, Secretária Geral: Thais Magalhães Chaves, filha de Elcio de Oliveira Chaves e jovem advogada, Tesoureiro: Magno Terencio Chaves, filho de Sebastião de Assis Chaves e radialista, Secretária de Comunicação e Capacitação Política: Fernanda Carla de Oliveira, filha de Firmino Geraldo de Oliveira e Ex-presidente do Leo júnior de Bambuí, Secretário de Movimentos Estudantis: Giordanio Bonifácio Lasmar Marques, filho de João Bonifácio Marques Filho e membro do Leo Clube, e Secretário de Movimentos Sociais: Leandro Henrique Carvalho Correia, filho de Olímpio José da Silva Neto (Zezinho do Credibam) e estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem por objetivo possibilitar a participação e a atuação da juventude bambuiense em todos os lances, momentos e decisões que afetem a vida em nossa comunidade. A Juventude Socialista do PDT, chega no momento adequado para dar vida e voz ao sentimento dos jovens, quer organizando as representações estudantis, quer trabalhando nos movimentos sociais, quer mostrando de forma, clara e vigorosa, o que pensa e o que quer o jovem bambuiense.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-2836958751950504303?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/2836958751950504303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=2836958751950504303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/2836958751950504303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/2836958751950504303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2008/04/juventude-socialista-instala-comisso-em.html' title='Juventude Socialista instala comissão em Bambuí'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SAUWoe3SRJI/AAAAAAAAALA/Zo5Iv-jPIrU/s72-c/comando+da+JSPDT.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-7884116332575989062</id><published>2008-04-15T13:49:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T20:11:46.978-08:00</updated><title type='text'>PDT de Bambuí elege diretório</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SAUVle3SRII/AAAAAAAAAK4/vMWDupoDhPY/s1600-h/Fotos+pdt+018b.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189577879298655362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SAUVle3SRII/AAAAAAAAAK4/vMWDupoDhPY/s320/Fotos+pdt+018b.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eleição de diretório em Bambuí, aponta o crescimento do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastante expressivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o comentário de todos, assim que tomam conhecimento da composição da direção do PDT(Partido Democrático Trabalhista) em Bambuí.  Com um trabalho de base bem feito, o Partido Democrático Trabalhista (PDT), vem experimentando um grande crescimento. Graças a isso, deixou de ser apenas uma comissão provisória  e se transformou em diretório desde o dia 16/03/2008, quando realizou sua convenção municipal. A escolha dos membros se deu pela eleição da chapa: “12 é Educação e Trabalho”, indicativa das atuais bandeiras deste partido.  Quanto às eleições municipais de 2008, o diretório apontará os rumos do PDT somente após a convenção de junho!&lt;br /&gt;São membros da direção municipal do PDT de Bambuí:&lt;br /&gt;Ademir José Araújo&lt;br /&gt;Afonso Luis Castelar Brito&lt;br /&gt;Agnos Morais Silva&lt;br /&gt;Airton Satil de Souza&lt;br /&gt;Amasilis Carlos Silva Diamante&lt;br /&gt;Antonio Rafael Sifuentes Gomes&lt;br /&gt;Artur Bernardes da Silva Magalhães Brito&lt;br /&gt;Elcio de Oliveira Chaves&lt;br /&gt;Francisco de Assis Bahia&lt;br /&gt;Genival Carvalho&lt;br /&gt;Gilmar Maurício de Campos&lt;br /&gt;Gislene Lasmar Silveira Marques&lt;br /&gt;João Bonifácio Marques Filho&lt;br /&gt;José Aparecida Ramos&lt;br /&gt;José Batista da Silva&lt;br /&gt;José Urbano de Souza&lt;br /&gt;Leôncio Jânio Silva Diamante&lt;br /&gt;Luciano Cardoso Gontijo&lt;br /&gt;Magno Terencio Chaves&lt;br /&gt;Mardonio Gomes Terra&lt;br /&gt;Milton Cesar de Oliveira&lt;br /&gt;Morgana C. de Souza Pedrosa&lt;br /&gt;Nilma Costa&lt;br /&gt;Rosa Maria da Consolação Magalhães&lt;br /&gt;Reginaldo Alves Dornelas&lt;br /&gt;Ronie dos Reis Costa&lt;br /&gt;Silvano Eustáquio Gomes&lt;br /&gt;Vitório Urias Chaves&lt;br /&gt;Wilson Castelar Brito&lt;br /&gt;      Wilton José Ferreira&lt;br /&gt;A executiva municipal ficou assim composta: Leôncio Diamante (presidente), Ronie Costa (1º vice-presidente), Afonso Brito (2º vice-presidente), Luciano Gontijo (secretário), Milton César (tesoureiro), Nilma Costa (1ª vogal) e Agnos Morais (2º vogal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT possui um site na internet (&lt;a href="http://www.pdt.org.br/"&gt;www.pdt.org.br&lt;/a&gt;)  e é participante do movimento Internacional Socialista, junto com vários partidos, de outros países.(&lt;a href="http://www.socialistinternational.org/"&gt;www.socialistinternational.org&lt;/a&gt;) .&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-7884116332575989062?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/7884116332575989062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=7884116332575989062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/7884116332575989062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/7884116332575989062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2008/04/pdt-de-bambu-elege-diretrio.html' title='PDT de Bambuí elege diretório'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_imRyKLZzC5I/SAUVle3SRII/AAAAAAAAAK4/vMWDupoDhPY/s72-c/Fotos+pdt+018b.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-2837853607711932609</id><published>2007-06-11T09:58:00.000-07:00</published><updated>2007-06-11T10:01:02.038-07:00</updated><title type='text'>O Brasil como problema</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Brasil como problema&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros. Atualmente, estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na produção não do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes empresariais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Capítulo do livro de Darcy Ribeiro, O Brasil como Problema, editado em 1995, no Rio de Janeiro&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ao longo dos séculos, viemos atribuindo o atraso do Brasil e a penúria dos brasileiros a falsas causas naturais e históricas, umas e outras imutáveis. Entre elas, fala-se dos inconvenientes do clima tropical, ignorando-se suas evidentes vantagens.&lt;br /&gt;Acusa-se, também, a mestiçagem, desconhecendo que somos um povo feito do caldeamento de índios com negros e brancos, e que nos mestiços constituímos o cerne melhor de nosso povo.&lt;br /&gt;Também se fala da religião católica como um defeito, sem olhos para ver a França e a Itália, magnificamente realizadas dentro dessa fé.&lt;br /&gt;Há quem se refira à colonização lusitana, com nostalgia por uma mirífica colonização holandesa. É tolice de gente que, visivelmente, nunca foi ao Suriname.&lt;br /&gt;Existe até quem queira atribuir nosso atraso a uma suposta juvenilidade do povo brasileiro, que ainda estaria na minoridade. Esses idiotas ignoram que somos cento e tantos anos mais velhos que os Estados Unidos.&lt;br /&gt;Dizem, também, que nosso território é pobre - uma balela. Repetem, incansáveis, que nossa sociedade tradicional era muito atrasada - outra balela. Produzimos, no período colonial, muito mais riqueza de exportação que a América do Norte e edificamos cidades majestosas corno o Rio, a Bahia, Recife, Olinda, Ouro Preto, que eles jamais conheceram.&lt;br /&gt;Trata-se, obviamente, do discurso ideológico de nossas elites. Muita gente boa, porém, em sua inocência, o interioriza e repete. De fato, o único fator causal inegável de nosso atraso é o caráter das classes dominantes brasileiras, que se escondem atrás desse discurso. Não há corno negar que a culpa do atraso nos cabe é a nós, os ricos, os brancos, os educados, que impusemos, desde sempre, ao Brasil, a hegemonia de uma elite retrógrada, que só atua em seu próprio beneficio.&lt;br /&gt;O que temos sido, historicamente, é um proletariado externo do mercado internacional. O Brasil jamais existiu para si mesmo, no sentido de produzir o que atenda aos requisitos de sobrevivência e prosperidade de seu povo. Existimos é para servir a reclamos alheios.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros. Atualmente, estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na produção não do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes empresariais&lt;br /&gt;Não nos esqueçamos de que o Brasil foi formado e feito para produzir pau-de-tinta para o luxo europeu. Depois, açúcar para adoçar as bocas dos brancos e ouro para enriquecê-los. Após a independência, nos estruturamos para produzir algodão e café. Hoje, produzimos soja e minério de exportação. Para isso é existimos como nação e como governo, sempre infiéis ao povo engajado no trabalho, sofrendo fome crônica, sempre servis às exigências alheias do mercado internacional.&lt;br /&gt;O mercado internacional, que nos viabiliza no plano econômico, é a peia que nos ata ao cativeiro e à pobreza. É necessário que seja assim? Por que outros povos que, no passado, foram mais pobres e menos ilustrados, como é o caso dos Estados Unidos, nos passaram à frente?&lt;br /&gt;Qual é a causa real de nosso atraso e pobreza? Quem implantou esse sistema perverso e pervertido de gastar gente para produzir lucros e riquezas de uns poucos e pobreza de quase todos?&lt;br /&gt;Como uma das principais nações pobres do mundo, estamos desafiados, até internacionalmente, a buscar e encontrar caminhos de superação do subdesenvolvimento autoperpetuante em que fornos todos metidos pela política econômica das potências vitoriosas no pós-guerra. Tanto mais porque não há, em nenhum lugar da Terra, um modelo comprovadamente eficaz de ação contra a crise político-econômica em que estamos afundados.&lt;br /&gt;O mundo subdesenvolvido tem os olhos postos em nós. Espera do Brasil alguma solução para nossos problemas comuns. Todos já suspeitam que, persistindo no papel de proletariados externos dos povos ricos, nos perpetuaremos na pobreza. Todos perguntam: como romper com essa perversão econômica e com a tragédia social que dela decorre para duas terças partes da humanidade?&lt;br /&gt;É impossível nos isolarmos do mercado mundial, que nos viabiliza economicamente. Mas se é impossível o isolamento, é pelo menos suicida a postura dos que querem continuar regidos tão rigidamente pelo mercado internacional, que torna inalcançável uma prosperidade generalizável a todos os brasileiros.&lt;br /&gt;O desafio que enfrentamos é, pois, o de conquistar uma nova forma de intercâmbio internacional, (que não seja tão onerosa para nós. Isto importa em reordenar as forças produtivas para que elas atendam primacialmente às necessidades nacionais de prover nutrição, assistência, moradia, educação a toda a população, e à necessidade, também imperativa, de produzir divisas para atuarmos dentro do mercado mundial, comprando tecnologias.&lt;br /&gt;Queremos, do capitalismo, o que ele deu à América do Norte ou à Austrália, por exemplo, como economias situadas no mercado mas sabendo tirar dele proveitos próprios. Nenhuma outra nação conseguiu tanto quanto eles e, provavelmente, só o Brasil tem condições de repetir a façanha, graças à nossa disponibilidade de recursos naturais, de terras agriculturáveis e de mão-de-obra qualificada.&lt;br /&gt;A tarefa deles foi bem mais simples que a nossa, porque são meros transplantes sensaborões (1.1 Europa, que limparam o seu território dos nativos e reconstituíram a paisagem de onde vieram. No nosso caso, trata-se ele criar um Povo Novo pela fusão de matrizes muito diferenciadas, que dará lugar a tini novo gênero de sociedade. Nossas potencialidades vêm sendo coactadas, de um lado, pela armadilha em que caímos ao aceitar formas de intercâmbio internacional que nos empobrecem. Isso era inevitável, porque partimos da condição de um proletariado externo, cuja mão-de-obra não existia para si mas para produzir gêneros exportáveis, Nossas classes dominantes só sabiam mesmo fazer isso, porque eram, de fato, representantes locais cio mercado internacional. De outro lado, vem sendo coactadas pelo monopólio da terra e sua conseqüência principal, que foi urbanização caótica, devida ao translado de 100 milhões de brasileiros para a vida famélica das cidades. Essa massa humana, que é a parte substancial de nosso povo, jamais terá acesso aos bens da civilização enquanto nossa economia estiver enquadrada nas diretrizes que as elites nos impõem.&lt;br /&gt;Causas e Culpas&lt;br /&gt;Vivemos, nós brasileiros, uma conjuntura trágica. 0 próprio destino nacional está em causa e é objeto de preocupação da cidadania mais lúcida e responsável. O aspecto mais grave e inquietante da crise que atravessamos é de natureza política. Frente a ela, as diretrizes econômicas, postas em prática por sucessivos governos, se caracterizam por uma incrível teimosia na manutenção de uma institucionalidade fundiária que condena o povo ao desemprego e à fome, pela mais crua insensibilidade social, por um servilismo vexatório diante de interesses alheios e pela mais irresponsável predisposição a alienar as principais peças constitutivas do patrimônio nacional.&lt;br /&gt;Outra característica é sua animosidade frente ao Estado, visto como a fonte de todos os males. Será assim? Onde, nesse mundo, uma economia nacional floresceu sem um Estado que a conduzisse a metas prescritas? Onde estão esses empreendedores privados cuja sanha de lucrar promoveria o progresso nacional? Crerão esses fanáticos do neoliberalismo que o estado gerencial das multinacionais - que são entre nós o setor predominante das classes empresariais -se comove pelo destino nacional?&lt;br /&gt;O que cumpre fazer em nosso País não é nenhuma modernização reflexa, dessas que atualizam um sistema produtivo apenas para fazê-lo mais eficaz no papel de provedor ele bens para o mercado mundial. É, isto sim, um salto evolutivo à condição de economia autônoma que exista e viva para si mesma, isto é, para seu povo. Para tanto, temos é que nos associar aos outros povos explorados, para denunciar e por um termo à ordem econômica vigente que faz os povos pobres custearem a prosperidade dos povos ricos através de um intercâmbio internacional gritantemente desigual.&lt;br /&gt;Sobre essas bases é que se tem, necessariamente, de formular nosso projeto próprio de integração do Brasil na civilização pós-industrial, sempre atentos aos interesses nacionais, priorizando sempre o desenvolvimento social, ou seja, os interesses populares. A via da modernização reflexa pelo desenvolvimento dependente só nos faria fracassar na civilização emergente, tal como fracassamos ao tios integrarmos, por este mesmo caminho, à civilização industrial.&lt;br /&gt;Só nós brasileiros, podemos definir esse projeto do Brasil que que ser. Não será, obviamente, o Brasil desejado pela minoria próspera que esta contentíssima com o Brasil tal qual é, e que só quer mais do que já tem. Mas o Brasil dos explorados e oprimidos que o modelo econômico vigente já levou a níveis incomprimíveis de miséria e desespero.&lt;br /&gt;Somos Todos Culpados&lt;br /&gt;Nunca faltaram vozes de denúncia desse caráter cruel de nossa sociedade. Inclusive vozes de reconhecimento de que é à nossa elite que ternos de debitar o desempenho medíocre do Brasil na civilização vigente. Cabe, agora, à nossa geração perguntar que culpa temos, enquanto classe dominante, no sacrifício e no sofrimento do povo brasileiro. Somos inocentes? Quem, letrado, não tem culpa neste País dos analfabetos? Quem, rico, está isento de responsabilidades neste País da miséria? Quem, saciado e farto, é inocente neste nosso País da fome? Somos todos culpados.&lt;br /&gt;Nossos maiores, primeiro, nós próprios, depois, urdimos a teia inconsútil que é a rede em que nosso povo cresce constrangido e deformado. A característica mais nítida da sociedade brasileira é a desigualdade social que se expressa no altíssimo grau de irresponsabilidade social das elites e na distância que separa os ricos dos pobres, com imensa barreira de indiferença dos poderosos e de pavor dos oprimidos.&lt;br /&gt;Nada do que interessa vitalmente ao povo preocupa de fato à elite brasileira. A quantidade e a qualidade da alimentação popular não podia ser mais escassa, nem pior. A qualidade de nossas escolas, a que o povo tem acesso, é tão ruim, que elas produzem de fato mais analfabetos que alfabetizados.&lt;br /&gt;Os serviços de saúde de que a população dispõe são tão precários que epidemias e doenças já vencidas no passado voltam a grassar, como ocorre com a tuberculose, a lepra, a malária e inumeráveis outras.&lt;br /&gt;A solução brasileira para a moradia popular, na realidade das coisas, é a favela ou o mocambo. Não conseguimos multiplicar nem mesmo essas precaríssimas casinhas de maribondo dos bancos da habitação e das caixas econômicas.&lt;br /&gt;Nossa elite, bem nutrida, olha e dorme tranqüila. Não é com ela. Desafortunadamente, não é só a elite que revela essa indiferença fria ou disfarçada. Ela se espraia por toda a opinião pública, como hedionda herança comum de séculos de escravismo, enormemente agravada pela perpetuação da mesma postura ao longo de toda a república.&lt;br /&gt;A triste verdade é que vivemos em estado de calamidade, indiferentes a ele porque a fome, o desemprego e a enfermidade não atingem os grupos privilegiados. O seqüestro de um rapaz rico mobiliza mais os meios de comunicação e o Parlamento do que o assassinato de mil crianças, o saqueio da Amazônia, ou o suicídio dos índios. E ninguém se escandaliza, nem sequer se comove com esses dramas.&lt;br /&gt;A imprensa só protesta mornamente e o faz quando ecoa o que se divulga lá fora. Parece haver-se rompido o próprio nervo ético da nossa imprensa, que nos deu, no passado, tantos jornalistas cheios de indignação em campanhas imemoráveis de denúncia de toda sorte de iniqüidade. Hoje, quem determina o que se divulga, e com que calor se divulga qualquer coisa, não são os jornalistas, é o caixa, é a gerência dos órgãos de comunicação. E esta só está atenta as razões do lucro.&lt;br /&gt;O que foi feito para pôr cobro a essa situação de calamidade? Na realidade dos fatos, nada foi feito. As vozes e o poderio dos que defendem os interesses do privatismo e as razões do lucro sobrepujam o clamor pelo atendimento das necessidades mais elementares do povo brasileiro. Nada é mais espantoso em nossos dias do que o fato de que quase ninguém se rebele contra o horror da paisagem humana do Brasil. Estamos matando, martirizando, sangrando, degradando, destruindo nosso povo! O conjunto das instituições públicas e das empresas privadas dessa nossa ingrata Pátria brasileira cios anos 90, o que faz, efetiva e eficazmente, é gastar o único bem que resultou de nossos séculos desta triste história: o povo brasileiro.&lt;br /&gt;Somos, hoje, uma parcela ponderável da humanidade. Somamos mais de cento e sessenta milhões de brasileiros. Seríamos uma latinidade nova e louçã se alcançássemos coisas tão elementares como todo brasileiro comer todo dia, toda pessoa ter acesso a um emprego e toda criança progredir na escola. Mas não há nada disso. Nem há qualquer perspectiva de que isso se alcance em tempos previsíveis, pelos caminhos que vimos trilhando.&lt;br /&gt;O lamentável é que temos tudo de que se necessita para que floresça no Brasil uma civilização bela e solidária. Herdamos uma das províncias maiores, mais belas e ricas do planeta. Somos um povo movido por uma incansável vontade de viver e de trabalhar, ativado pelo desejo mais intenso de felicidade, animado por uma alegria inverossímil para quem enfrenta tanta miséria. Contamos, ainda, com um corpo de empresários e de técnicos motivados e qualificados para a empresa de auto-superação que o Brasil tem que realizar.&lt;br /&gt;Seremos impotentes para realizar as potencialidades de nossa terra e de nosso povo? É mesmo inevitável que continuemos enriquecendo os ricos e empobrecendo os pobres? Existe, por aí, algum projeto nacional alternativo, já formulado, que nos dê garantia de redenção?&lt;br /&gt;Reiterar na rota política e no modelo de ação econômica que praticamos só nos dá segurança de perpetuação do atraso e até mesmo de genocídio, ou seja, de matança intencional do povo brasileiro, que é o que está em curso.&lt;br /&gt;A ordem econômica vigente nada mais terna dar ao Brasil, senão miséria e mais miséria. O modelo de capitalismo que se viabilizou entre nós - aliás muito lucrativo - é impotente para criar uma prosperidade generalizável a todos os brasileiros.&lt;br /&gt;Genocídio - estamos matando nosso povo&lt;br /&gt;A situação Brasil é tão grave que só se pode caracterizar a política econômica vigente como genocida. Estão matando nosso povo. Estão minando, carunchando a vida de milhões de brasileiros. Desnutrida, desfibrada , nossa gente acabará se tornando mentalmente deficiente para compreender seu próprio drama e fisicamente incapacitada para o trabalho no esforço de superação do atraso.&lt;br /&gt;Vivemos um processo genocida. O digo com dor, mas com o senso de responsabilidade de um brasileiro sensível, ao drama de nosso povo. O digo, também, como antropólogo habituado a examinar os dramas humanos.&lt;br /&gt;Vivemos, com efeito, um processo genocida que faz vítimas preferenciais entre as crianças, os velhos e as mulheres; entre os negros, os índios e os caboclos.&lt;br /&gt;Quantas crianças brasileiras morrem anualmente de fome, de inanição ou vitimadas por enfermidades baratas, facilmente curáveis? Estatísticas estrangeiras, cautelosas, falam de meio milhão. Estatísticas nacionais, menos cautas, contam mais ele oitocentas mil. Quantas serão essas crianças que poderiam viver, e morreram? Cada uma delas nasceu de uma mulher, foi amada, acariciada numa família, deu lugar a sonhos e planos, nos dias, nas horas, nas semanas, nos meses, nos breves anos de sua vida parca. Seguindo a tradição, muita mãe chorou resignada, achando que melhor fora que Deus levasse sua cria do que a deixar aqui nesse vale de lágrimas.&lt;br /&gt;Sobre este drama tão brasileiro, se alça outro ainda maior. Impensável há uns poucos anos. Indizível. Refiro-me ao assassinato de crianças por aparatos parapoliciais. Uma vez, quando chegava do exílio, vendo a miséria que se estendeu sobre o País, multiplicando trombadinhas, previ, horrorizado, que acabaríamos por ter uma guerra das Forças Armadas contra os pivetes.&lt;br /&gt;Essa guerra atroz está em curso. Não é ainda uma operação militar das Forças Armadas. Mas é já uma guerra cruenta contra a infância e a juventude pobres, travada por organizações paramilitares clandestinas. Consentidas pelo Governo. Ignoradas pela Justiça. Apoiadas por pequenos empresários assustados e por pessoas que se sentem inseguras, essas organizações crescem, aliciando combatentes, vale dizer, criminosos, para a triste tarefa de estancar a vida de milhares de crianças e jovens vistos como perigosos.&lt;br /&gt;Quantos jovens estamos matando a tiros cada ano? Ignoramos! Os números internacionalmente difundidos e que nossa imprensa repete falam de um pouco mais de quinhentos nas principais cidades. Mas todos sabemos que seu número é muitíssimo maior.&lt;br /&gt;Outras vítimas desse genocídio são as mulheres brasileiras, mortas em abortos malconduzidos. Também não sabemos contar os números espantosos dessas brasileiras, morrendo ou se inutilizando no esforço de não ter mais filhos. Quem assume a culpa de suas mortes e do sofrimento de tantíssimas delas que, malcuidadas, levam, vida afora, suas genitálias rotas e estropiadas? Não há aqui um feio crime de conivência de quantos condenam o aborto à clandestinidade?&lt;br /&gt;Pior ainda que esse genocídio, mil vezes pior para o destino de nosso povo, é o caso daquelas mulheres, milhões delas, induzidas a esterilizar-se em programas sinistros de contenção da natalidade. Está em curso, em nossa Pátria, todo um enorme e ricamente financiado programa internacional clandestino de controle familiar pela esterilização das mulheres pobres, sobretudo das pretas e mestiças. Seu êxito é tamanho que se avalia já, oficialmente, com números do IBGE, em 44% as mulheres brasileiras em idade fecunda já esterilizadas. Castradas.&lt;br /&gt;Esse número espantoso faz temer que já não sejamos capazes nem mesmo de repor a população que temos. Acaso a população brasileira excede aos recursos de nosso território? Não! Decisivamente não. Nosso território fértil é maior que o dos Estados Unidos e a população deles é o dobro da nossa. Temos, portanto, ainda possibilidade de aumentar a nossa participação no gênero humano. O que excede no Brasil é a população marginalizada e excluída pela força de trabalho pelo desemprego generalizado, provocado pelo sistema econômico vigente, fundado na precedência do lucro sobre a necessidade.&lt;br /&gt;Mas há quem saiba muito bem quantos brasileiros, a seu juízo, devem existir no ano 2050. Não só sabe, como atua para que esse medonho número desejável deles se cumpra sobre nós. Organizações estrangeiras e internacionais, atuando criminosamente em nosso País, já esterilizaram mais de sete milhões de brasileiras.&lt;br /&gt;Fazem-no através de médicos subornados que induzem suas clientes a permitir que lhes seccionem as trompas no curso de partos, realizados através de cesarianas. O Brasil, para escândalo mundial e vergonha nossa, é o País em que mais se realizam esses partos cirúrgicos. É, também, aquele em que mais vezes se utiliza desse procedimento para esterilizar mulheres.&lt;br /&gt;São nacionais os tristes dinheiros desse suborno? Quem aprovou, neste País, tal política demográfica? Que instituição suficientemente autorizada e responsável decidiu quantos brasileiros existirão no futuro? Alguém, clandestinamente, decidiu e esta aliciando os capadores de mulheres Brasil adentro.&lt;br /&gt;Quem ponderou sobre os convenientes ou os inconvenientes de deixarmos de ser uma população majoritariamente juvenil, para sermos uma população majoritariamente senil? O que se está fazendo ao esterilizar tão grande parcela de nossa população feminina é forçar a optação por uma maioria de idosos.&lt;br /&gt;Nosso povo preservará, depois dessa drástica cirurgia, a vitalidade indispensável para sair do atraso ou estará condenado a afundar cada vez mais no subdesenvolvimento? Quem está interessado em que o Brasil seja capado e esterilizado? Serão brasileiros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-2837853607711932609?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/2837853607711932609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=2837853607711932609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/2837853607711932609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/2837853607711932609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2007/06/o-brasil-como-problema.html' title='O Brasil como problema'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-6566223967636199872</id><published>2007-05-29T06:42:00.000-07:00</published><updated>2007-05-29T06:48:21.335-07:00</updated><title type='text'>comprovado, somos todos mestiços...</title><content type='html'>28/05/2007 - 20h23&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DNA de negros famosos retrata Brasil mestiço&lt;br /&gt;Celebridades como Daiane dos Santos e Djavan têm boa porção de sangue não-africano.&lt;br /&gt;Dados de nove personalidades são microcosmo da diversidade genética brasileira.&lt;br /&gt;Reinaldo José Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do G1, em São Paulo&lt;br /&gt;entre em contato&lt;br /&gt;ALTERA O&lt;br /&gt;TAMANHO DA LETRA A-A+O que poderia ter sido apenas uma curiosidade - desvendar as origens genéticas de nove celebridades de origem negra - ajudou a confirmar que o DNA dos brasileiros guarda uma mistura ainda mais complexa do que a aparência física do nosso povo sugere. Segundo o geneticista Sergio Danilo Pena, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Laboratório Gene responsável pelos testes, os afro-brasileiros famosos se encaixam perfeitamente no que se vê entre pessoas comuns que se definem como negras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;» DNA influencia língua que povos falam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;» Aborígenes australianos se originaram na África&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É incrível, mas os resultados que obtivemos nas nove pessoas estudadas são um microcosmo dos resultados de nosso estudo com indivíduos autoclassificados como pretos em São Paulo", contou Pena ao G1. O pesquisador da UFMG fez os testes a pedido da rede BBC Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time de celebridades é integrado pelos cantores Milton Nascimento, Djavan, Seu Jorge e Sandra de Sá, pela ginasta Daiane dos Santos, pela atriz Ildi Silva, pelo puxador de samba Neguinho da Beija Flor, pelo jogador de futebol Obina e pelo religioso e ativista da causa negra Frei David Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BBC Brasil deve detalhar os resultados ao longo da semana. O primeiro, divulgado hoje, envolveu Daiane dos Santos e revelou que ela possui 39,7% de ancestralidade africana, 40,8% de ancestralidade européia e 19,6% de ancestralidade indígena. No entanto, Pena alerta que não se pode tomar literalmente demais o dado, por causa da margem de erro. Assim, não se pode dizer que Daiane seja geneticamente mais européia do que negra - a diferença entre as proporções não é estatisticamente significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que Pena investiga o perfil genômico de famosos. Em agosto do ano passado, o Fantástico exibiu testes com famosos como Ivete Sangalo (99,2% européia, 0,4% indígena e 0,4% africana), Marcos Palmeira (93% europeu, 5,5% indígena e o restante africano), Luiza Brunet (80% de ancestralidade européia, 15,5% de ancestralidade ameríndia e o restante africana) e Zeca Camargo (96,5% europeu, 2,6% indígena e apenas 0,9% africano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miscigenação acentuada, com proporções variáveis de contribuição genética de cada continente, também aparece nos estudos anteriores de Pena e seus colegas com populações do país. O mais significativo do ponto de vista histórico, no entanto, é a falta de equilíbrio entre a ascendência materna e a paterna das pessoas. Quase 90% dos famosos descendem de africanos pelo lado materno, mas só 44% deles têm a mesma ascendência pelo lado paterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso reflete o fato de que, no Brasil, os relacionamentos entre pessoas de origem diferente eram sexualmente assimétricos", diz Pena. Trocando em miúdos: os brancos do sexo masculino tendiam a ter como parceiras mulheres negras ou indígenas, muitas vezes à força, mas o contrário - negros ou índios tendo filhos com brancas - quase nunca acontecia. Daí o desequilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Oeste e de além&lt;br /&gt;Os dados sobre os famosos são apenas uma pequena peça de um quebra-cabeças que está ficando mais claro graças a Pena e seus colegas, entre eles a geneticista Maria Cátira Bortolini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nos últimos anos, eles têm mapeado a diversidade genética das populações africanas e brasileiras para entender melhor as origens dos negros do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três ferramentas principais são usadas para isso. A primeira é o DNA mitocondrial ou mtDNA, presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células. Ele só é passado de mãe para filho ou filha, e ajuda a estimar a ancestralidade materna da pessoa. A segunda é o cromossomo Y, a marca genética da masculinidade. Ele só é passado de pai para filho homem, fazendo, portanto, o serviço complementar ao mtDNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois marcadores, no entanto, não perfazem um quadro integrado da herança genética de alguém. Assim, os pesquisadores estudam também vários trechos do DNA do núcleo da célula, que abriga tanto material de origem materna quanto paterna. Pena e seus colegas desenvolveram uma metodologia que envolve 40 regiões do DNA nuclear, que se distinguem por inserções (trechos a mais) ou deleções (trechos a menos) típicos. Elas têm uma correlação bastante boa com os continentes de origem da pessoa, permitindo fazer a estimativa de porcentagem, como a divulgada para Daiane dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores brasileiros descobriram recentemente que talvez seja preciso reescrever as origens presumidas para os afro-brasileiros. Até então, acreditava-se que uns 70% dos escravos brasileiros tivessem vindo de Angola, no Centro-Oeste da África, quase 20% do sudeste do continente (Moçambique e regiões vizinhas) e só uns 10% da África Ocidental (Nigéria e países adjacentes). O DNA dos negros paulistas, porém, indica que essa contribuição do oeste do continente pode ter sido entre duas e quatro vezes maior do que se acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Pena, a explicação mais provável é que os negros paulistas tenham recebido a contribuição de ancestrais de origem nigeriana vindos da Bahia, onde a maior parte dos escravos da África Ocidental desembarcara. Isso teria ocorrido no século 19, com o auge do ciclo do café, quando os paulistas compravam escravos da decadente economia nordestina e até recebiam negros alforriados em busca de emprego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-6566223967636199872?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/6566223967636199872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=6566223967636199872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/6566223967636199872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/6566223967636199872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2007/05/comprovado-somos-todos-mestios.html' title='comprovado, somos todos mestiços...'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-6723117989071437464</id><published>2007-02-15T04:48:00.000-08:00</published><updated>2007-02-15T04:54:19.870-08:00</updated><title type='text'>Dez Anos sem Darcy Ribeiro</title><content type='html'>PDT faz semana "Dez Anos Sem Darcy Ribeiro"Osvaldo Maneschy14/2/2007&lt;br /&gt;"Fracassei em tudo o que tentei na vida.&lt;br /&gt;Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.&lt;br /&gt;Tentei salvar os índios, não consegui.&lt;br /&gt;Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.&lt;br /&gt;Tentei fazer o Brasil  desenvolver-se autonomamente e fracassei.&lt;br /&gt;Mas os fracassos são minhas vitórias .&lt;br /&gt;Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darcy Ribeiro&lt;br /&gt; Em pleno carnaval deste ano, dia 17 de fevereiro, completam dez anos que o Brasil perdeu um de seus intelectuais mais lúcidos e brilhantes, o professor Darcy Ribeiro, que entre outras realizações – ou ‘fazimentos’, como ele dizia – foi o criador, com Oscar Niemeyer e Leonel Brizola - do sambódromo do Rio de Janeiro, que hoje é exemplo para o Brasil; e do Programa Especial de Educação que tinha como carro-chefe as escolas públicas de horário integral que o povo apelidou de ‘Brizolões’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP),  programou a semana “Dez Anos Sem Darcy Ribeiro” com uma série de eventos que começam dia 28 de fevereiro, a partir das 17 horas, com exposição fotográfica da trajetória pessoal e política de Darcy Ribeiro; seguida de palestra de um de seus grandes amigos e auxiliares, Eric Nepomuceno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a exposição fotográfica quanto a palestra ocorrerão na sede nacional da FLB-AP, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, na rua do Teatro 39 – ao lado do João Caetano, com as presenças do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do presidente nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, Manoel Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição fotográfica terá por base o acervo fotográfico da Fundação Darcy Ribeiro e o arquivo pessoal de Maria José Latgé, uma das organizadoras do ato juntamente com integrantes da secção Rio de Janeiro da FLB-AP, entre eles os jornalistas Sérgio Caldieri e Mário Grabois, além do presidente local da instituição.As celebrações prosseguem no dia 01 de março, a partir das 17 horas, com a apresentação no auditório da fundação do premiado documentário “Darcy, Pensador do Brasil”, de Edson de Souza; e prosseguem no dia 2 de março, às 17 horas, com a palestra do escritor e jornalista Gilberto Felisberto Vasconcellos que deverá estar lançando o seu novo “Darcy e a Criminalidade Acadêmica”, no prelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Semana “Dez Anos Sem Darcy Ribeiro” se encerra no dia 5 de março, às 18h30m, com sessão solene no plenário Barbosa Lima Sobrinho da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) convocada pelo deputado Paulo Ramos em nome da bancada do PDT. Além de exaltar a memória de Darcy Ribeiro e o seu trabalho, vários colaboradores de Darcy Ribeiro no Programa Especial de Educação serão homenageados com moções. &lt;a href="http://www.pdt.org.br/personalidades/darcy.asp" target="_blank"&gt;Leia Mais sobre Darcy Ribeiro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onclick="self.scrollTo(0,0)" href="http://www.pdt-rj.org.br/primeirapagina.asp?id=1109#"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:history.back()"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rua Sete de Setembro, 141   5º andar   Centro   Rio de Janeiro   RJ   Cep 20050-002tels.: (21) 2221.0093   (21) 2232.5497  e  2252.9983 (fax)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-6723117989071437464?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/6723117989071437464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=6723117989071437464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/6723117989071437464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/6723117989071437464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2007/02/dez-anos-sem-darcy-ribeiro.html' title='Dez Anos sem Darcy Ribeiro'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-116525432418662460</id><published>2006-12-04T09:42:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T09:45:24.203-08:00</updated><title type='text'>João Goulart e as reformas</title><content type='html'>Darcy Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jango assumiu a Presidência da República, a conjuntura mundial era polarizada por duas fortes presenças: John Kennedy, no Governo dos Estados Unidos, aparentemente disposto a apoiar alternativas democráticas à revolução cubana, e João XXIII mobilizando a Igreja Católica para a responsabilidade social e para a opção pelos pobres.&lt;br /&gt;Mudaram-se os tempos e as vontades. João XXIII morre. Kennedy é assassinado. Já nos funerais do Papa, Jango percebeu que Kennedy não se sentia animado a apoiar reformas na América Latina, com medo de sua própria direita. Foi nesta conjuntura cambiante que se definiu e se combateu pelas reformas de base, principalmente a Reforma Agrária, atrasada por um século, e a de controle do capital estrangeiro, notoriamente incapaz, se deixado solto, de gerar aqui uma prosperidade generalizável aos brasileiros.&lt;br /&gt;No primeiro período de governo, Jango se ocupou, sobretudo, de livrar-se dos freios do falso parlamentarismo que lhe fora imposto pelo Congresso. Temiam que ele fizesse um governo trabalhista sensível às reivindicações populares, como de fato ocorreu. Recorde-se que Jango surgiu no quadro político como o Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas que propôs dobrar o salário mínimo, provocando a revolta dos coronéis liderados por Golbery e Mamede. Revolta tão raivosa que Getúlio teve que demiti-lo. Só meses depois, reuniu forças para decretar o novo salário mínimo. Medida indispensável, porque estivera congelado durante todo o governo de Dutra.&lt;br /&gt;A imagem política de Jango se fixou, a partir daí, como a do novo líder do trabalhista, tão firme na defesa dos assalariados e flexível nas articulações políticas quanto predisposto a modernizar a institucionalidade brasileira. Jango se aproximara de Getúlio quando este esta isolado em Itu, depois de deposto em 1945. Era um jovem fazendeiro vizinho, formado em Direito, que nunca advogara. Era dono, então de milhares de hectares de terras e engordava vinte mil cabeças de gado por ano. Convivendo com Getúlio, Jango foi ganho ideologicamente para a militância trabalhista, que introduziria nas lutas político-partidárias brasileiras um componente novo, tão distanciado do reacionarismo dos politicões profissionais, como da militância sindical comunista.&lt;br /&gt;Com estas marcas distintivas, Jango se fez eleger Vice-Presidente de Juscelino Kubitschek e, depois, de Jânio Quadros. Em ambos os casos, em chapa eleitoral autônoma, como candidato do PTB. Encarnou a corrente política oriunda da Revolução de 30, que modernizará o Brasil, reformulando as relações de trabalho em bases positivistas e fundando a postura nacionalista de defesa de nossas riquezas e interesses. Jango foi adiante. Assumindo os direitos dos trabalhadores rurais até tornar-se, surpreendentemente, o principal defensor da sindicalização rural e da Reforma Agrária. Sua figura de líder nacionalista, trabalhista e reformista, num país de políticos atrasados e retrógrados, atraía apoio popular cada vez maior. Mas, também, repulsa cada vez mais profunda das elites.&lt;br /&gt;Vencido o plebiscito de 1962, que proscreveu o parlamentarismo por 9 a 1 milhões de votos, Jango iniciou um esforço ingente para estabelecer uma aliança com o PSD, que lhe desse suporte parlamentar para as reformas de base. Conseguiu, assim, o apoio necessário para aprovar a Lei da Remessa de Lucros, através da qual empresas estrangeiras teriam direito de remeterem, para fora, dividendos de até 10% do capital que introduzissem no Brasil. Mas eram forçadas a deixar aqui os capitais ganhos no país, que viveriam o destino dos capitais nacionais. Não se desapropriava, nem se estatizava nada: tão somente definia-se como estrangeiro o que era estrangeiro e como nacional o que era nativo. Como a proporção era de 1 para 20, os defensores do capital estrangeiro se alvoroçaram.&lt;br /&gt;Paralelamente, Jango articulava a aprovação pelo Parlamento de sua fórmula da Reforma Agrária, proposta na Mensagem Presidencial de 15 de março de 1964. Esta consistia em introduzir na Constituição o princípio de que a ninguém é lícito manter a terra improdutiva por força do direito de propriedade. Princípio do qual decorria a norma de uso lícito da terra, que seria o equivalente a quatro vezes a área efetivamente utilizada.&lt;br /&gt;Essa reforma devolveria ao controle do Estado centenas de milhões de hectares de terra, sobretudo no Brasil Central e na Amazônia, apropriados abusivamente através de chicanas e grilagens por grandes latifundiários, com objetivo especulativo. Por essa via legal é que o Presidente pretendia dar terras, em pequenos lotes, a dez milhões de famílias, da mesma forma que a lei americana fizera, em 1860, distribuindo aos pioneiros o seu Oeste e criando o mercado interno, que foi o fundamento da prosperidade daquela nação. Jango sempre dizia que, com milhões de proprietários, mais famílias iriam comer, viver e progredir, mais gente se fixaria no campo, a propriedade estaria mais defendida e o capitalismo consolidado. Nada mais oposto, como se vê, ao comunismo.&lt;br /&gt;Como era de esperar, essas duas reformas estruturais - que estavam não só formuladas criteriosamente mas em marcha para a concretização - uniram carnalmente toda a direita contra o governo, dissolvendo suas dissensões internas. Inclusive a oposição recíproca dos dois maiores partidos patronais: a UDN e o PSD, que viviam no desespero de verem o PTB crescer a cada eleição, de forma que sua vitória, na futura eleição presidencial, era não só previsível mas inevitável.&lt;br /&gt;Dois Brasis se defrontavam ali. Numa vertente, estava o Brasil das Reformas de Base, empenhado em abrir perspectiva para uma nova era, fundada numa prosperidade oriunda da economia rural e da mobilização da economia urbana, ampliada através das outras reformas em marcha: a urbana, a fiscal, a educacional e a administrativa. Na vertente oposta, estava o Brasil da reação, em união sagrada para a conspiração e o golpe, sem qualquer escrúpulo, a fim de manter a velha ordem.&lt;br /&gt;O Brasil vinha se construindo, confiante como nunca em sua capacidade de transformar-se para superar o atraso e acabar com a pobreza, quando sobreveio o golpe militar de abril de 1964. O que queríamos era alargar os quadros sociais, para que mais brasileiros tivessem empregos em que progredissem por seu esforço, para que todos comessem todos os dias, para que cada criança tivesse oportunidade de completar seu curso primário. Vale dizer, aquilo que é progresso e modernidade para nações civilizadas. Tudo dentro da democracia e da lei.&lt;br /&gt;O golpe militar de 1964 foi uma irrupção abrupta do fluxo histórico brasileiro, que reverteu seu sentido natural, com efeitos indeléveis sobre a soberania e sobre a economia nacional e também sobre a cidadania, sobre a sociedade e a cultura brasileiras. Vínhamos, há décadas, construindo a duras penas uma nação autônoma, moderna, socialmente responsável e respeitosa da ordem civil, quando sobreveio o golpe e a reversão.&lt;br /&gt;O Brasil atual é fruto e produto da ditadura militar, que armou-se de todos os poderes para conformar a realidade brasileira segundo diretrizes opostas às até então vigentes. O golpe militar teve como finalidade, basicamente, impedir aquelas reformas. Para isso é que mobilizou os latifundiários, em razão dos seus interesses; e os políticos da UDN e do PSD, que vinham minguando ano a ano. Apesar de poderosas, estas forças nativas não podiam, por si mesmas, derrubar o governo. Apelaram, então, para o capital estrangeiro e seu defensor no mundo, que é o governo norte-americano, entregue à estratégia da guerra fria. Os conspiradores de 1964 não só aceitaram, mas solicitaram a intervenção estrangeira no Brasil, rompendo nossa tradição histórica de defesa ciosa da autonomia e de repulsa a qualquer ingerência em nossa autodeterminação.&lt;br /&gt;Assim é que se pôs em marcha a operação de desmonte do governo constitucional brasileiro através de um golpe urdido na embaixada norte-americana, orientada pelo Departamento de Estado e coordenada pelo adido militar, que atou ações golpistas dos governadores de Minas, do Rio e de São Paulo e as articulou com a conspiração subversiva dos oficiais udenistas das Forças Armadas, que maquinavam desde 1945 contra a democracia brasileira.&lt;br /&gt;As ações operativas de criação de um ambiente propício ao golpe foram entregues à CIA, que recebeu para isso dezenas de milhões de dólares, competentemente utilizados na mobilização de toda a mídia para uma campanha sistemática de incompatibilização da opinião pública com o governo - definido como perigosamente comunista -, seguida de promoção de grandes marchas pseudo-religiosas de defesa da democracia e das liberdades. Ambas tiveram profunda repercussão nas classes médias, sempre suscetíveis de manipulação, mas não afetaram o apoio popular ao governo populista,&lt;br /&gt;Simultaneamente organizaram instituições especificamente destinadas a subornar parlamentares: o IPES e o IBAD, que chegaram a aliciar centenas de deputados e senadores para o golpismo. Ao mesmo tempo infiltraram agentes provocadores nas forças armadas, como o cabo Anselmo, treinados para atos de insubordinação, destinados a sensibilizar a oficialidade, como se fossem atentados à hierarquia militar. Criou-se, assim, o ambiente propício à eclosão do golpe militar.&lt;br /&gt;O inconveniente maior de conspirar com os norte-americanos é que, passados vinte anos, eles abrem seus arquivos e contam tudo. Assim sucedeu com a documentação referente à intervenção do governo de Lyndon Johnson. Uma vez divulgada, ela permitiu ver como o golpe foi urdido na embaixada norte-americana por seu adido militar, orientado para isto desde Washington. Foi desencadeado com forte contingente armado, postado no Porto de Vitória, com instruções de marchar sobre Belo Horizonte.&lt;br /&gt;Conforme se vê, a direita brasileira e seus aliados externos estavam dispostos a desencadear uma guerra civil sangrenta, com risco de dividir o Brasil como sucedeu na Coréia e no Vietnã, para evitar que algumas reformas estruturais, indispensáveis desde sempre, fossem executadas legalmente pela vontade dos brasileiros, João Goulart é que, negando-se a dar uma ordem que importasse em derramamento de sangue, impediu essa guerra civil, que a seus olhos podia ter custado a vida de milhões de brasileiros e, provavelmente dividido o Brasil em dois.&lt;br /&gt;Registrando esses fatos, agora, reavalio minha própria posição, que era contrária à do Presidente. Fiz o quanto me foi possível para que o governo respondesse à sublevação com ações concretas. Era perfeitamente possível usar os aviões do Brigadeiro Teixeira para devolver aos quartéis a tropa de recrutas de Mourão, o general que se designara como vaca fardada, porque deu o golpe e não aproveitou. Os fuzileiros do Almirante Aragão podiam também ter prendido Lacerda e Castello Branco. A essas ações se seguiria, previsivelmente, a adesão dos grandes exércitos a um governo que se revelara capaz de defender-se. Esta não foi a visão do Presidente, informado por outros conselheiros de que uma armada norte-americana estava vindo intervir nas nossas lutas internas, o que converteria o golpe, se revidado, numa guerra civil.&lt;br /&gt;O golpe foi todo um êxito, proclamado como a maior vitória do Ocidente contra o comunismo, maior que o desarmamento nuclear de Cuba, maior do que a crise de Berlim, disse orgulhoso o idiota embaixador Gordon, Jango não caiu por ocasionais defeitos de seu governo. Foi derrubado em razão de suas altas qualidades, como o responsável pelo maior esforço que se fez entre nós para passar o Brasil a limpo, criando aqui uma sociedade mais livre e mais justa.&lt;br /&gt;© Copyright 2002 - PDTPartido Democrático Trabalhista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-116525432418662460?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/116525432418662460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=116525432418662460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/116525432418662460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/116525432418662460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2006/12/joo-goulart-e-as-reformas.html' title='João Goulart e as reformas'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-116387982937891885</id><published>2006-11-18T11:57:00.000-08:00</published><updated>2006-11-18T11:57:09.420-08:00</updated><title type='text'>Senado aprova escola integral</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;LI class=titNots&gt;A conta feita pelo relator, o senador Cristovam Buarque  (PDT-DF), é que seriam necessários R$ 7 bilhões no primeiro ano e R$ 20 bilhões  por ano, além do que já é investido hoje | 16.11.2006 | O Estado de S. Paulo  &lt;LI class=txtNots  style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 45px; PADDING-TOP: 15px"&gt; &lt;P&gt;Por Lisandra Paraguassú &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;A Comissão de Educação do Senado aprovou  ontem, por unanimidade, um projeto que institui o turno integral de 8 horas nas  escolas de ensino fundamental. A proposta dá cinco anos a Estados e municípios  para se adaptarem à lei e prevê que a União vá ajudar financeiramente prefeitos  e governadores. Por ter sido aprovado em caráter terminativo, o projeto não  precisa passar pelo plenário do Senado e vai direto para a Câmara. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Se  ele for aprovado pelos deputados - o que é muito provável -, a ajuda da União  será realmente necessária. A conta feita pelo relator, o senador Cristovam  Buarque (PDT-DF), é que seriam necessários R$ 7 bilhões no primeiro ano e R$ 20  bilhões por ano, além do que já é investido hoje, para alcançar o que propõe o  projeto. É apenas 50% a mais do que se investe hoje. Tem que ser assim ou não se  faz, defendeu o senador. Se em cinco anos não se consegue, então o presidente  pede desculpa. Não se pode é ficar alongando a coisa para ele (o presidente)  comemorar o pouco que fez.&lt;BR&gt;A proposta prevê que, das 8 horas, as crianças  passem 5 em sala de aula. O restante seria dividido entre refeições e atividades  extra-classe, incluindo oficinas de arte, esportes e auxílio pedagógico.  Atualmente, a média de horas-aula no País é em torno de 4. Mas em alguns  municípios e Estados chega a ficar abaixo  disso.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;STRONG&gt;Surpresa&lt;/STRONG&gt;&lt;BR&gt;O projeto pegou de surpresa os  secretários municipais de Educação, que nem sabiam da idéia, apesar de serem os  principais gestores do ensino fundamental no País. Falta responsabilidade quando  se faz uma proposta dessas, criticou a presidente da União Nacional dos  Dirigentes Municipais de Educação, Maria Pilar Almeida e Silva. Todos queremos o  ensino integral, não assim. Não tem orçamento e é inadequado pedagogicamente. A  secretária de Educação de Natal, Justina de Araújo Silva, lembra que o País não  conseguiu nem mesmo universalizar a educação infantil e o ensino  médio.&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-116387982937891885?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/116387982937891885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=116387982937891885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/116387982937891885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/116387982937891885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2006/11/senado-aprova-escola-integral.html' title='Senado aprova escola integral'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-115429698551635647</id><published>2006-07-30T15:01:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T15:03:05.530-07:00</updated><title type='text'>É possível !!!!</title><content type='html'>É POSSÍVEL MUDAR O BRASIL! 29/07/2006 16:51Coloco o meu nome a disposição do povo brasileiro este ano pois acredito que é possivel um Brasil melhor.Esta construção do Brasil desenvolvido, justo e soberano passa pela revolução na educação pública de nosso país, somente uma educação básica de qualidade para nossas crianças pobre e marginalizadas pode fazer que no futuro elas não estejam nesta situação, mas com qualificação para adentrar no ensino superior, com qualificação para um trabalho decente, com uma vida respeitosa para sua futura família, para que o filho desta crinça de hoje não tenha caminhos para o crime e para a prsotituição como muito ocorre na atualidade.E é desenvolvendo e fortalecendo nossas massas populares que poderemos crescer economicamente, crescer como pátria, para isso é preciso completar a independência, a abolição e por fim ao apartheid social que existe no Brasil.Como governador do Distrito Federal dei ínicio aos projetos que quero para todo o país e como ministro dei inicio a esta empreitada, infelizmente como todo o povo brasileiro fui traido por este governo que quando chegou ao poder abandonou o que pregava, eu não abandonei por isso fui demitido e meus projetos engavetados, mas a luta continua.Saiba mais como é possível mudar o Brasil:&lt;a href="http://www.vote12.com.br/index2.php?page=epossivel" target="_blank"&gt;http://www.vote12.com.br/index2.php?page=epossivel&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-115429698551635647?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/115429698551635647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=115429698551635647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/115429698551635647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/115429698551635647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2006/07/possvel.html' title='É possível !!!!'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-113491132586820117</id><published>2005-12-18T05:08:00.000-08:00</published><updated>2005-12-18T05:08:45.920-08:00</updated><title type='text'>Rosiska fala sobre o encontro de Mendes</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;&lt;STRONG&gt;A  dívida com a escola pública&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT  face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt; (Folha Dirigida - Educação -  11/11/03)&lt;BR&gt;O ano era 1983, o último do Regime Militar no Brasil. Em abril do  ano seguinte, o movimento das Diretas Já! abriria espaço para a volta da  democracia. No interior do estado do Rio de Janeiro, mais precisamente em  Mendes, cidade a 92 quilômetros da capital, professores se reuniam, pela  primeira vez na história do país, para discutir as políticas educacionais a  serem adotadas nos próximos anos.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O Encontro de Mendes, como  ficou conhecido, foi organizado pela professora Rosiska Darcy de Oliveira,  juntamente com o vice-governador da época, o educador Darcy Ribeiro. Após 20  anos, a professora se diz decepcionada. "Houve uma grande frustração, porque  apesar da mobilização imensa, do enorme entusiasmo e da impressão que tinhámos  de que estávamos decolando para uma nova era da educação, não houve  continuidade", lamenta. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Além de professora, Rosiska  possui um vasto currículo de realizações e conquistas. Atualmente, ela é  presidente (e uma das fundadoras) do Instituto de Ação Cultural (Idac) e  presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Escritora, comemora o  lançamento de "Reengenharia do Tempo", sua mais recente obra. Foi com este  entusiasmo que a professora recebeu a equipe da FOLHA DIRIGIDA na sede do Idac,  no Jardim Botânico, para entrevista. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Durante a conversa, Rosiska  opinou sobre as suas três principais lutas: pela educação, pela cultura e pelos  direitos das mulheres. Confira a entrevista completa:&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;&lt;BR&gt;Folha Dirigida - O  Brasil reconhece o valor da educação?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Nunca reconheceu.  Talvez só ultimamente é que se esteja dando conta do prejuízo que isso trouxe ao  país. A educação seria a única solução possível para melhorar as condições de  pobreza do país. Por isso, programa de combate à pobreza, fundamentalmente, é um  programa de boa educação. O Brasil nunca deu a devida importância, tanto assim  que a educação é vista como um gasto e não como um investimento.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Qual é o  grande problema da educação brasileira?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - É muito difícil dizer  qual é o grande problema. A educação brasileira tem uma infinidade deles. O mais  gravíssimo, com certeza, é a morte da escola pública, que sempre foi um elemento  de mobilidade social das classes mais pobres e uma formadora de mão-de-obra  qualificada em todos os níveis da sociedade. Hoje, a escola pública educa mal,  mesmo que tenha matriculado um grande número de crianças. Um segundo grande  problema, que envolve inclusive as escolas supostamente bem aparelhadas, é que  há uma inadequação ao nosso tempo. Vivemos uma mudança de era, que implica em  mudanças de conhecimentos. Nesta era da informação, os conhecimentos têm uma  combustão muito rápida. Aquilo que se aprende, muito rapidamente, já não serve  para nada. E o sistema escolar está montado como se a pessoa pudesse ainda ter  um período de formação antes da entrada no mundo do trabalho. Não é mais assim.  A distribuição social do conhecimento deveria ser organizada de outra maneira  para responder a esta necessidade.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Os cursos  técnicos, que mesclam formação e profissionalização, seriam as melhores  alternativas para responder a esta necessidade?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Não, não é  isso. Um estudante de Engenharia, por exemplo, aprende determinadas coisas na  faculdade e, quando se forma, encontra conhecimentos novos que não existiam no  início de seu curso. Portanto, há uma necessidade de reciclagem, em todas as  carreiras, não apenas na Engenharia. Essa necessidade de formação permanente,  que se impõe por conta da rapidez das mudanças tecnológicas, implica em uma  organização na distribuição do conhecimento diferente daquela que vivíamos na  minha geração. Naquela época, se estudava até os 22 anos na faculdade e depois,  a pessoa passaria a atuar como profissional e viveria apenas daquilo que  aprendeu na faculdade. Hoje não é mais assim. A qualquer época da vida, deveria  ser possível construir pontes entre o mundo do trabalho e a educação, de maneira  que as pessoas pudessem permanentemente se reciclar.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Como seria  possível esta constante reciclagem?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - As empresas já estão  fazendo isso, até mais do que o governo. Elas sabem melhor do que ninguém que,  se não fizeram, não serão competitivas, pois não terão quadros qualificados.  Talvez, caberia ao Ministério da Educação a responsabilidade de estudar  inovações na distribuição do conhecimento. É preciso pensar o sistema  educacional até a faculdade com um circuito de aprendizagem que deve ser  alargado como forma de educação permanente. Isso é importantíssimo para as  formações de ponta. Afinal, envolve a questão dos grandes problemas da educação,  pois há uma base terrível, com analfabetismo, repetência e escola pública ruim,  e na outra ponta, há uma inadequação na organização dos estudos à era em que  estamos vivendo. São dois exemplos extremos, um com pessoas com baixa formação e  outro com pessoas com alta formação.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Em 1983,  aconteceu o Encontro de Mendes, que reuniu professores de todo o estado do Rio  de Janeiro e políticos da época. A senhora, juntamente com Darcy Ribeiro, foi  uma das organizadoras do evento. Como foi esta experiência?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy -  Tenho muito orgulho disso. O que aconteceu em Mendes foi o seguinte: o professor  Darcy Ribeiro resolveu colocar em discussão um conjunto de teses sobre educação.  Teses essas que redigi juntamente com ele e que foram publicadas em um jornal  que eu editei, chamado "Escola Viva". As teses cobriam vários temas, relativos à  situação da educação naquele momento e o Darcy queria fazer com que todo o corpo  docente do estado discutisse essas teses. Era uma tentativa de fazer um grande  processo de qualificação profissional dos professores. Em Mendes, houve a  chegada do encontro. Eram 60 mil professores que, durante uma semana, foram se  aproximando de Mendes por afunilamento. Ou seja, começou nas escolas, com todos  os 60 mil discutindo, depois iam-se criando grupos menores e delegações, até que  os delegados chegaram a Mendes. E lá houve um grande debate. Foi um momento  muito importante do pensamento sobre a educação no estado do Rio de  Janeiro.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - O Encontro  de Mendes foi a primeira vez em que se discutiram políticas educacionais, até  mesmo devido ao período histórico pelo qual o Brasil havia atravessado. O que  mudou depois deste encontro?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Daí, nasceu a idéia dos Centros  Integrados de Educação Pública (Cieps), um passo importante na educação. Os  Cieps foram uma experiência que poderia ter sido algo fantástico, mas que foi,  de certa maneira, abortado. Os governos que sucederam não deram aos Cieps a  importância que eles mereciam. E do Encontro de Mendes, não nasceram apenas os  Cieps. Nasceu também uma consciência crítica importante para uma parte do corpo  docente. Estes seriam os efeitos positivos do encontro. Como efeito negativo,  houve uma grande frustração, porque apesar da mobilização imensa, do enorme  entusiasmo e da impressão que tínhamos de que estávamos decolando para uma nova  era da educação, não houve continuidade. Para mim, pelo menos, houve uma grande  frustração. Lamento imensamente que aquela experiência não tenha  continuado.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Que  comparação a senhora faria da qualificação dos profissionais daquela época com a  existente agora?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - A qualificação dos professores vem se  tornando cada vez mais rarefeita, até porque há uma dificuldade muito grande  para que ela aconteça. A vida se tornou muito acelerada. Os professores têm  menos tempo e são obrigados a trabalhar em vários colégios para ganhar a vida.  Eles não estão organizados de maneira que seja possível aprender todo o  conhecimento acumulado. Então, há um risco, e não estou querendo dizer que isto  vai acontecer realmente, de uma progressiva desqualificação, se não houver um  investimento neste sentido e se não for repensada a formação dos professores  como uma questão estratégica da educação. Esta é uma questão na qual esbarra  qualquer projeto, por melhor que ele seja. Não adianta você fazer um grande  projeto educativo: se você não tiver bons professores, você não leva nada  adiante.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - A senhora  fundou, juntamente com Paulo Freire, o Instituto de Ação Cultural (Idac). Qual a  importância de promover a cultura em um país como o Brasil?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy -  Tenho uma visão muito particular sobre essa questão de cultura. Acho que a  maneira de promover cultura é deixá-la acontecer e não impedir que ela aconteça.  O Brasil é um país que tem uma vitalidade cultural extraordinária. É uma  sociedade imensamente produtiva do ponto de vista cultural. Se a gente não  atrapalhar, já faz muito. E se quiser ajudar, evidentemente, será dando voz a  quem já está falando. Ou seja, deve-se impedir que essa criatividade se perca  por falta de meios, por falta de espaço ou por um massacre de uma concorrência  desleal.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - A senhora  acredita que as influências estrangeiras na cultura são prejudiciais?&lt;BR&gt;Rosiska  Darcy - Não. É muito perigoso dizer que influências estrangeiras na cultura são  prejudiciais. Temos uma cultura fortíssima, perfeitamente capaz de se defender.  E mais ainda: temos muito a dizer fora daqui. Então, seria estranho querer  defender a cultura brasileira de toda e qualquer influência externa, porque  assim, também não se poderia exercer nenhuma influência. Defendo há muitos anos  que a melhor arma de política externa brasileira é a sua cultura. O Brasil não  possui nenhum poderio militar ou econômico, mas é, definitivamente, uma potência  cultural. Fazemos parte de um país onde se consegue trabalhar problemas que,  fora daqui, não são resolvidos. Vou dar um exemplo: a tolerância religiosa.  Vivemos em um mundo onde há intolerância religiosa em diversos lugares. O  Brasil, entretanto, é um país tolerante. Há uma convivência religiosa que, senão  perfeita, passa por crises muito menos agudas do que as que a gente vê fora  daqui. Então, essas características culturais do Brasil são exemplares para o  resto do mundo. Gosto quando o Brasil fala para fora e por isso, não posso  impedir que ninguém fale para cá. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - A senhora  também é conhecida pela luta travada em favor dos direitos das mulheres. A  situação da mulher brasileira mudou nas últimas décadas?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Foi  uma verdadeira revolução. E uso a palavra sabendo o peso que ela tem. Houve uma  migração impressionante do espaço privado para o espaço público. Hoje, dados  comprovam que metade da população economicamente ativa brasileira é feminina e  que 51% das matrículas em todos os níveis escolares, incluindo a universidade,  são femininas. As mulheres mudaram completamente de lugar na sociedade  brasileira. Evidentemente, persistem anacronismos, que são ainda mais  inexplicáveis do que já eram antes. Um exemplo é a violência contra as mulheres,  que continua a existir. Porém, acredito que ela vai desaparecer quando a  sociedade execrá-la como já execra, por exemplo, a violência de um filho contra  a mãe. Portanto, se nos mantivermos, e me refiro a mulheres e a homens  democratas e civilizados, em uma posição firme de condenação a isto, vamos mudar  a situação.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Além das  conquistas indiscutíveis, houve também equívocos no movimento pelos direitos das  mulheres?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - No meu novo livro, "Reengenharia do Tempo", discuto  esse ponto. A verdade é que as mulheres da minha geração aceitaram condições de  trabalho muito ruins quando negociaram sua entrada maciça no mercado. Esse  talvez tenha sido um equívoco, mas não totalmente, porque era a consciência  possível da época. Aceitamos nossa entrada no mercado de trabalho como se isso  fosse um favor que nos era feito. E por ser um favor, aceitamos as piores  condições. As mulheres passaram a ocultar a vida privada, como se ela não  existisse, para não incomodar o mundo do trabalho. Então, chegava-se em uma  empresa e dizia-se: "Me deixa entrar que você não vai perceber que sou mulher.  Você não vai perceber que tenho família e filhos". E em casa, dizia-se para os  maridos: "Me deixa sair que você nem vai perceber. Isso aqui vai ficar  exatamente como era antes". Enfim, as mulheres tentaram fazer com que duas vidas  coubessem dentro de 24 horas, o que é impossível. Hoje, muitas mulheres  continuam fazendo isso, mas elas, e os homens também, sentem que há um problema.  A família atual é uma realidade completamente diferente de alguns anos atrás.  Não existe mais a figura do homem provedor, que sustenta a família. Homens e  mulheres trabalham e dividem responsabilidades. Por isso, digo que é preciso  fazer uma reengenharia do tempo. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Como seria  esta reengenharia do tempo?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - O mundo do trabalho deve mudar  suas temporalidades para que todos, homens e mulheres, trabalhem em jornadas  menores ou flexíveis. Há um mundo de coisas a serem discutidas, mas o importante  é não fazer de conta que a vida privada não existe ou que há uma mulher cuidando  disso, porque não existe mais esta situação. Talvez, voltando à questão dos  equívocos, a luta pelos direitos das mulheres tenha prejudicado bastante as  pessoas que dependiam das mulheres, como crianças e idosos, que não têm mais a  acolhida que tinham antes. E, quando normalmente digo isso, sempre o pensamento  conservador se levanta para dizer: "Mas então as mulheres não deveriam ter saído  de casa". No que respondo: "Não deviam coisa nenhuma: tinham que ter saído.  Primeiro, porque queriam, e só isso já basta como argumento". As mulheres  queriam ter independência e liberdade, o que é justíssimo. Agora, se na minha  geração isso foi uma escolha, hoje, é uma necessidade. Com o atual mercado, em  que há trabalho mas não há emprego e quase ninguém tem emprego fixo com carteira  assinada, um casal que constitui família tem que ter pelo menos dois salários.  Então, mais do que nunca, nesse momento, as mulheres têm que trabalhar, queiram  ou não queiram.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Em que  medida a educação atuou como agente transformador nesse processo?&lt;BR&gt;Rosiska  Darcy - Foi um fator muito importante. Nesse sentido, a escola pública universal  foi fundamental, porque acolhia meninos e meninas, apesar das discriminações  internas. O fato de as mulheres terem se qualificado profissionalmente, em  alguns casos até com alto nível de qualificação, também abriu-lhes melhores  condições no mercado de trabalho. Atualmente, existem mais doutorados sendo  feitos por mulheres do que por homens. Portanto, a figura da mulher dependente  economicamente do marido, que aceitava qualquer condição de vida conjugal porque  não tinha como sair dela, é algo que ficou para trás. Hoje, isso é bastante  minoritário, o que provém liberdade para as mulheres. E para os homens também,  pois a situação de provedor único é complicada e injusta.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Ser  professor, por muitos anos, foi visto como uma profissão majoritariamente  feminina. Esta situação continua?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Continua e é algo  estatisticamente verdadeiro. As mulheres ainda são majoritárias no ensino,  embora a tendência da sociedade brasileira deve ser de cada vez mais os homens  também ocuparem estas funções. A divisão de papéis está por um fio, é uma  questão de duas gerações. Hoje, você entra em um hospital e descobre que metade  dos médicos são médicas. Você entra em um fórum, metade dos advogados são  advogadas. E dentro das escolas, os homens passam a se interessar mais pelo  ensino também. Da mesma maneira que as mulheres se apropriaram dos espaços do  universo masculino, os homens terão cada vez mais direitos sobre o universo  feminino também. E não são só as profissões que eles vão reivindicar. Eles  querem o direito de criar os filhos, de ter tempo dentro de casa e de ficar com  suas famílias. Outro dia, me perguntaram: "Mas você não acha que o feminismo  acabou?" e eu disse: "O feminismo está apenas começando". É nesta geração agora  que começa o feminismo. A minha foi uma geração que fez confusão, protestou e  conseguiu mudar tudo. Mas quem colhe as conseqüências sociais boas é a geração  de agora. E o melhor resultado da luta das mulheres foi ter quebrado  preconceitos de todos os tipos. Foi aberta uma grande margem de liberdade para  todo mundo, para homens e mulheres. Hoje, pode-se escolher entre casar ou não,  ter filhos ou não, ter filhos dentro ou fora do casamento ou viver com uma  pessoa do mesmo sexo. Ninguém mais se assusta com isso, não é o escândalo que  foi na minha geração. É um mundo de liberdades que, na minha geração, era  totalmente impensável.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - Alguns  educadores criticam o sistema educacional brasileiro porque, segundo eles, é um  modelo que reproduz preconceitos e estereótipos. A senhora concorda com  isso?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Se os parâmetros do Ministério da Educação forem  analisados, vamos verificar que houve um passo muito grande para eliminar isso.  É evidente que um papel no ministério não significa que vão ser modificadas as  atitudes dos professores. Mas esses processos estão rápidos. É claro que a gente  vem de muito longe, embora, em 30 anos, mudou-se o que havia sido a história  humana até ali, quebrou-se um paradigma milenar. Hoje, os próprios jovens que  optam por serem professores já não refletem tantos preconceitos e estereótipos,  porque eles mesmos não os têm. Isso se reflete nas crianças.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Folha Dirigida - A educação  brasileira está carente de pensadores como Paulo Freire e Darcy Ribeiro, com  quem a senhora trabalhou?&lt;BR&gt;Rosiska Darcy - Imensamente. Tanto Paulo como Darcy  foram homens de horizontes amplos e que conheciam o mundo. Tive o privilégio de  trabalhar com Paulo Freire por 10 anos fora do país, na África, na Europa e nos  Estados Unidos. Sou testemunha do seu imenso prestígio no mundo inteiro até  hoje, mesmo falecido. Ele realmente fez uma revolução no pensamento educativo.  Com Darcy Ribeiro, aconteceu o mesmo. Ele era não só um pensador, como também um  realizador. Ambos tinham a grande qualidade de não serem tecnocratas da  educação. Eles eram filósofos da educação e tinham o sentido prático de fazer as  coisas acontecerem. Paulo e Darcy tinham, sobretudo, uma visão larga do que é a  educação para uma sociedade, não a encarando apenas como uma formadora de  mão-de-obra. Eles eram educadores, muito mais que instrutores. Hoje, a educação  entrou em um trilho tecnocrático. Há uma grande preocupação de formar  mão-de-obra, que não deixa de ser justa, mas também é muito importante formar os  espíritos. Para isso, precisa-se ter um projeto de futuro para a juventude. E  tanto Paulo Freire quanto Darcy Ribeiro tinham um projeto para o Brasil. Não sei  se as pessoas que tratam hoje da educação tenham um projeto para o Brasil.  Acredito que o ministro Cristovam Buarque tenha, só não sei se ele vai conseguir  realizá-lo. O ex-ministro Paulo Renato fez muito no campo da educação, trabalhou  bastante e conseguiu resultados importantes. O problema, como já disse, é que a  gente vem de longe. Então, o caminho para melhorar a educação é  difícil.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-113491132586820117?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/113491132586820117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=113491132586820117' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113491132586820117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113491132586820117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/12/rosiska-fala-sobre-o-encontro-de.html' title='Rosiska fala sobre o encontro de Mendes'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-113433024316459620</id><published>2005-12-11T11:44:00.000-08:00</published><updated>2005-12-11T11:44:03.196-08:00</updated><title type='text'>A empresa Brasil</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;FONT  size=3&gt;&lt;FONT face="Times New Roman"&gt;&lt;SPAN  style="mso-tab-count: 1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  &lt;/SPAN&gt;No plano econômico, o Brasil é produto da implantação e da interação de  quatro ordens de ação empresarial, com distintas funções, variadas formas de  recrutamento da mão-de-obra e diferentes graus de rentabilidade. A principal  delas, por sua alta eficácia operativa, foi a empresa escravista, dedicada seja  à produção de açúcar, seja à mineração de ouro, ambas baseadas na força de  trabalho importada da África. A segunda, também de grande êxito, foi a empresa  comunitária jesuítica, fundada na mão-de-obra servil dos índios. Embora  sucumbisse na competição com a primeira, e nos conflitos com o sistema colonial,  também alcançou notável importância e prosperidade. A terceira de rentabilidade  muito menor, inexpressiva como fonte de enriquecimento, mas de alcance social  substancialmente maior, foi a multiplicidade de microempresas de produção de  gêneros de subsistência e de criação de gado, baseada em diferentes formas de  aliciamento de mão-de-obra, que iam de formas espúrias de parceria até a  escravização do indígena, crua ou disfarçada. ( O povo brasileiro - pág  176)&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-113433024316459620?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/113433024316459620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=113433024316459620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113433024316459620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113433024316459620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/12/empresa-brasil.html' title='A empresa Brasil'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-113205563418854663</id><published>2005-11-15T03:53:00.000-08:00</published><updated>2005-11-15T03:53:54.240-08:00</updated><title type='text'>Viva o Brasil</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P align=right&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#003399&gt;&lt;FONT  size=2&gt;&lt;STRONG&gt;"&lt;EM&gt;Poderão prender nossos corpos ou seqüestrar nossos bens, mas  jamais prenderão nossos sonhos ou seqüestrarão nossos ideais&lt;/EM&gt;"&lt;/STRONG&gt;  (Leonel de Moura Brizola) &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-113205563418854663?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/113205563418854663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=113205563418854663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113205563418854663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113205563418854663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/11/viva-o-brasil.html' title='Viva o Brasil'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-113093516041036348</id><published>2005-11-02T04:39:00.000-08:00</published><updated>2005-11-02T04:39:20.453-08:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%" border=0&gt;   &lt;TBODY&gt;   &lt;TR&gt;     &lt;TD align=left&gt;&lt;FONT face=arial,helvetica size=3&gt;Darcy Ribeiro &lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;     &lt;TD align=right&gt;&lt;FONT face=wingdings    color=#c0c0c0&gt;é&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT size=5&gt;&lt;B&gt;Aquela&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;  &lt;P&gt;Minha amada é de carne, de pele e pêlo.&lt;BR&gt;Ora é negra, ora é loura, ora é  vermelha.&lt;BR&gt;Minha amada é três. É trinta e três.&lt;BR&gt;Minha amada é lisa, é  crespa, é salgada, é doce.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ela é flor, é fruto, é folha, é  tronco.&lt;BR&gt;Também é pão, é sal e manga-rosa.&lt;BR&gt;Minha amada é cidade de ruas e  pontes.&lt;BR&gt;É jardim de arrancar flores pelo talo.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ela é boazuda e é bela  como uma fera.&lt;BR&gt;Minha amada é lúbrica, é casta, é catinguenta.&lt;BR&gt;Minha amada  tem bocas e bocas de sorver,&lt;BR&gt;de sugar, de espremer, de comer.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Minha  amada é funda, latifúndia.&lt;BR&gt;Minha amada é ela, aquela que não vem.&lt;BR&gt;Ainda  não veio, nunca veio, ainda não.&lt;BR&gt;Mas virá, ora se virá. A diaba me virá.&lt;BR&gt;&lt;!-- &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="2" color="#808080"&gt;&lt;i&gt; (de "")&lt;/i&gt;&lt;/font&gt; --&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-113093516041036348?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/113093516041036348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=113093516041036348' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113093516041036348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113093516041036348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/11/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-113017581692754010</id><published>2005-10-24T10:42:00.000-07:00</published><updated>2005-10-24T10:43:36.933-07:00</updated><title type='text'>Homenagem a Darcy no Rio de Janeiro</title><content type='html'>No próximo dia 26 de outubro, quarta-feira, Darcy Ribeiro estaria completando 83 anos de vida e para lembrar a data a Fundação que leva o seu nome, presidida por Tatiana Memória, e o PDT, este através do Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Mapi) estarão promovendo atividades celebrativas. A Fundação Darcy Ribeiro, como determina o seu estatuto, promove reunião de confraternização em sua sede de Santa Tereza, na data do aniversário do seu fundador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Mapi, através de sua vice-presidente, Zezé, ex-assessora de Darcy Ribeiro, lembrará a data com uma série de eventos que começa às 16 horas, como acontece tradicionalmente toda quarta-feira, com palestra do presidente do Clube Militar, General Gonzaga Lessa, sobre ‘Amazônia e Soberania Nacional’, seguida de debate. A palestra será no térreo da sede nacional da Fundação Alberto Pasqualini, na rua do Teatro 39, na Praça Tiradentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As celebrações prosseguem às 19 horas, já na sede da Fundação Darcy Ribeiro, em Santa Teresa, com a realização de coquetel seguido da apresentação de grupo vocal e, ainda, o lançamento do quarto volume da série “Fazimentos” da Fundação, este dedicado ao Darcy Ribeiro Antropólogo. Também será divulgada mais uma edição do tablóide mensal “Confronto”, também publicado pela Fundação Darcy Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, dentro do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, Edson de Souza, ex-auxiliar de Darcy Ribeiro, lançou o documentário “Darcy Pensador do Brasil”, que foi um dos mais aplaudidos da mostra. O filme de Edson contém entrevista inédita do criador do Programa Especial de Educação do Governo Brizola – que brevemente será exibido no auditório da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, na rua do Teatro 39.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-113017581692754010?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/113017581692754010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=113017581692754010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113017581692754010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/113017581692754010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/10/homenagem-darcy-no-rio-de-janeiro.html' title='Homenagem a Darcy no Rio de Janeiro'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112819630819613858</id><published>2005-10-01T12:51:00.000-07:00</published><updated>2005-10-01T12:51:48.253-07:00</updated><title type='text'>Lembranças</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;H5&gt;&lt;FONT face=arial&gt;&lt;SPAN class=text&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;FONT  face=Arial&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;FONT  face=Arial&gt;&lt;FONT lang=8 style="BACKGROUND-COLOR: #ffffff"&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 16pt; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;&lt;FONT size=4&gt;&lt;FONT  face=Geneva,Arial&gt;&lt;STRONG&gt;Darcy &lt;EM&gt;Brasileiro&lt;/EM&gt;  Ribeiro&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/H5&gt;&lt;FONT  face=arial&gt;&lt;SPAN class=text&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;FONT  face=Arial&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;FONT  face=Arial&gt;&lt;FONT lang=8 style="BACKGROUND-COLOR: #ffffff" face=Arial  size=4&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 16pt; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT  face=arial&gt;&lt;SPAN class=text&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;FONT  face=Arial&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;FONT size=4&gt;&lt;FONT  face=Arial&gt;&lt;FONT lang=8 style="BACKGROUND-COLOR: #ffffff"&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 16pt; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;&lt;FONT size=2&gt; &lt;H5 align=right&gt;&lt;FONT size=1&gt;"Creio no sonho. Creio no trabalho. Sonhei com  paixão e ousadia as utopias maiores que podia sonhar e não me arrependo. Utopias  impensáveis para os incrédulos. Utopias impossíveis para os pobres de  coração"&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;TT&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/TT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT  size=1&gt;Darcy Ribeiro&lt;/FONT&gt;&lt;/H5&gt;&lt;/FONT&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif"&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Lia Faria  &lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif"&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;- Cada encontro  mergulhado num contexto social, histórico e relacional é na verdade único, face  às singularidades dos seres humanos, pensantes e desejantes. Portanto cada um  deles se revela na verdade como reencontro, fortalecendo nossa  humanidade.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Meu encontro com o  professor Darcy Ribeiro não se aprisiona nas óticas meramente ideológicas ou  racionais, pois na verdade foi de uma natureza que escapa às interpretações mais  ligeiras ou mesmo aquelas que se pretendem científicas ou teóricas. Vivíamos um  tempo e uma ordem que conjugava várias faces: o momento histórico especial do  país e de minha geração silenciada; o retorno de Darcy à causa da educação  brasileira; a esperança de construção/desconstrução, entre os traços  arquitetônicos geniais de Niemeyer, do que havia sobrevivido dos nossos sonhos  durante a ditadura; a utopia de invenção de uma nova escola  pública...&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Confluente de  tantos avatares foi um encontro mágico. Ocorreu no Encontro de Mendes (RJ) em  1983, culminância do processo em que o professorado do antigo primeiro grau  havia sido convidado, pelo movimento Escola Viva – Viva a Escola, a discutir sua  prática pedagógica, pelo governo democrático que se instalava no Rio de Janeiro  (após a vitória do PDT, com Leonel de Moura Brizola).&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Assim, participo em  Mendes, como representante do magistério da região serrana do estado,  contribuindo para a aprovação e definição das metas do 1º Programa Especial de  Educação (PEE).&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Em relação aos  Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) aprovamos a 11ª meta que se  referia então à construção e implementação das escolas de horário integral,  inspiradas na idéia da Escola Parque (BA), de Anísio Teixeira. E lá estava como  sempre vibrando, Darcy Ribeiro.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Naquela  oportunidade eu, como muitos outros professores, o conhecemos pessoalmente,  assinalando um verdadeiro reencontro com a própria história brasileira. Para  nós, a maioria ainda muito jovens, desprovidos dos nossos direitos políticos e  civis, sem nunca ter votado para presidente, estávamos perante um grande mito,  afinal tinha sido o último Ministro da Educação antes do golpe militar em  1964.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Logo, a partir  daquele encontro poético (em sua origem grega: criar, inventar, gerar) a  presença do professor Darcy Ribeiro foi marcante em incontáveis momentos de  minha trajetória profissional e política: nos CIEPs, no 1º e 2º PEE, no livro A  Utopia Possível, como membro da Internacional Socialista de Professores (UIPS),  e, participando das bancas de minha dissertação de mestrado e tese de  doutorado.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Darcy Ribeiro se  tornou nos anos 80-90, para aqueles que o admiravam e também certamente para  aqueles que o odiavam, presença geradora incansável, já que como ele mesmo dizia  era um homem do fazimento.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Sonhos, invenções,  utopias, em tudo a paixão pela vida...&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Uma pessoa como ele  se multiplica infinitamente em idéias e sonhos: o que o ser humano quer no fundo  é amar; só há duas opções nessa vida, se resignar ou se indignar. Eu não vou me  resignar nunca. A luta de Darcy pelo Brasil foi a sua mais eficaz estratégia de  vencer a morte e continuar vivo.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Desta forma, Darcy  Ribeiro não foi um homem de uma única causa, lutou pelos índios, pela educação,  pela universidade pública (UNB e UENF), pelos CIEPs, como ministro,  vice-governador, secretário de estado, e por último senador, foi de todos os  lugares e de todos os recantos deste país.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Ainda como  escritor, antropólogo, político e poeta nos deixou dois recados  diretos,&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Eu quero ficar vivo  na carcunda de vocês com as minhas idéias. Sejam mais  brasileiros...&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Darcy Brasileiro  Ribeiro somos todos nós, já é hora de retomar essa caminhada utópica, nos  inspirando em algumas de suas obras. Façamos assim, uma homenagem no próximo dia  26 de outubro, data do seu aniversário.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #003399; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;&lt;FONT  face="Geneva, Arial, Sans-serif" color=#000000&gt;Parabéns Darcy Ribeiro,  acreditamos como você, que no dia em que o Brasil se livrar de sua herança de  brutalidade, aí vamos criar a civilização mais bonita da  terra.&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112819630819613858?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112819630819613858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112819630819613858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112819630819613858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112819630819613858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/10/lembranas.html' title='Lembranças'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112698532852686963</id><published>2005-09-17T12:27:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T12:28:48.540-07:00</updated><title type='text'>Ultimo discurso no Senado Federal</title><content type='html'>Último discurso de Darcy Ribeiro no Senado&lt;br /&gt;Último discurso do Senador Darcy Ribeiro no plenário do Senado, dia 5 de dezembro, na sessão especial requerida pelo deputado Matheus Schmidt, líder do PDT na Câmara, em homenagem aos 20 anos da morte do Presidente João Goulart.&lt;br /&gt;O SR. DARCY RIBEIRO (PDT-RJ) - "O Hino Nacional me dá ânsia de choro. Não sentia isso antes. Por quê? Os anos de exílio sem ouvi-lo? Não sei. Doença? O certo é que me comove mais do que devia. Dá vontade de pegar uma espada e sair pronto para brigar, mas me ponho a chorar". (Palmas.)&lt;br /&gt;"Exmo. Sr. Presidente do Senado da República, Senador José Sarney; meu querido amigo &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: leonel';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://timinthq.com/?go=leonel&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_5.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;Leonel&lt;/a&gt; Brizola (Palmas), que eu quisera ver como Presidente da República — tenho certeza de que ele, mais do que ninguém que conheça, seria capaz de passar o Brasil a limpo, a favor da felicidade do povo e da dignidade da Nação; meu companheiro Almino Affonso (Palmas), queridos companheiros, queridas companheiras: vamos falar do Jango, do Presidente João Goulart, com quem tive um longo e intenso convívio, um convívio muito grato. O Jango era bom de conviver.&lt;br /&gt;Lembro a V.Exªs. o que me vem agora à memória. Há 20 anos, eu corri muito para chegar a São Borja — e cheguei — para ver o Jango morto. Ele tinha sido proibido de entrar na sua pátria querida. Era o esquife dele que vinha. Tentei ficar perto, mas havia muitas pessoas do Brasil inteiro, sobretudo do Rio Grande, querendo colocar a mão no caixão ou tocar naquele homem extraordinário que se ia. Tive de me afastar para deixar que essas pessoas saudassem Jango e dele se despedissem. Sentei-me, então, num túmulo de mármore branco, de estilo comum, que parecia o sepulcro de uma família italiana. Fiquei sentado sobre o túmulo e assustei-me quando vi que era o de Getúlio. O retrato e o nome dele estavam lá. Fiquei muito emocionado: esse é o túmulo de Getúlio?&lt;br /&gt;Mas, emocionou-me mais o fato de estarem aqueles dois homens plantados ali a 50 metros um do outro. Homens dali, de São Borja. Homens da tradição gaúcha mais profunda, homens da região missioneira tão sofrida, em que 300 mil índios foram assassinados ou vendidos para o Nordeste como escravos, o que criou naquela população missioneira algumas características que se difundiram no gaúcho.&lt;br /&gt;Características que tinha Jango e Getúlio: a capacidade de convívio, ainda que assimétrico, com as classes subordinadas; de tomar o chimarrão juntos, de viver conversando, de amanhecer e passar a manhã juntos, conversando. Vejo em Getúlio e, sobretudo, em Jango uma capacidade extraordinária de falar com operário, com o lavrador. Creio que essa herança vem de lá. Mineiros e paulistas, que eu conheço tão bem, não têm essa característica, essa capacidade de intimidade assimétrica.&lt;br /&gt;Mas intimidade com povo, capacidade de estar ao lado dele, não querendo se confundir com o povo, mas como um companheiro maior, o irmão mais velho que ali estava. Creio que essa é uma das heranças gaúchas bonitas, herança que era característica desses dois homens.&lt;br /&gt;Jango se fez sucessor de Getúlio por méritos próprios. Era um jovem estancieiro muito rico; engordava 20 mil cabeças de gado por ano; podia continuar na sua vida venturosa e bem-sucedida, mas o convívio com Getúlio o foi chamando para outras tarefas, uma tarefa que era o Brasil, que era o trabalhismo, que era os trabalhadores. O convívio quase diário com seu vizinho, que era o velho Getúlio, o acompanhamento de Getúlio na campanha eleitoral, levou Getúlio, eleito Presidente, a fazê-lo seu Ministro do Trabalho. Ou seja, Getúlio dava a Jango a sua bandeira maior, o trabalhismo, que ele agarrou e levantou com dignidade, com honestidade a vida inteira.&lt;br /&gt;A reação foi muito grande contra Jango. Ele combinou com Getúlio dobrar o salário mínimo, que desde o Governo Dutra não tinha se alterado. Isso provocou raiva muito grande, que não devia ter provocado. Alguns coronéis se irritavam, como se ofendesse a eles o fato de um operário ganhar mais. Jango nessa época ganhou uma grande bandeira de luta, mas ganhou também uma odiosidade feroz, terrível, das velhas classes dominantes.&lt;br /&gt;É um homem que, como Getúlio, tem sua carreira política marcada por essas duas dimensões: o amor do povo e o ódio das classes dirigentes. Continuou convivendo com Getúlio, mas foi retirado do Ministério. É curioso verificar que nesse momento nascem dois homens: Golbery, autor do manifesto contra Jango com relação ao salário mínimo, e Jango, na posição oposta. Homens que teriam um papel muito profundo na história brasileira posterior. Jango herdava de Getúlio; tinha aprendido com Getúlio e tinha um extraordinário apreço pelas grandes tarefas do Getúlio. A tarefa de disciplinar as Forças Armadas, colocá-las nos quartéis, fazê-las obedecer ao poder civil e acabar com a anarquia do período tenentista.&lt;br /&gt;Outra tarefa, polêmica, mas de importância inexcedível, que tem de ser compreendida para se compreender o Brasil, foi dar ordem, ajudar a estruturar o movimento operário, o movimento trabalhista brasileiro. Foi uma batalha, porque a liderança do movimento trabalhista estava sendo disputado por comunistas e por anarquistas, muito generosos de coração, mas que não tinham o que dar, e por Getúlio, que dá ao operariado um projeto próprio para lutar por suas próprias causas. Pressionado pelo próprio movimento operário, ele é levado a dar grandes saltos, saltos extraordinários na história brasileira.&lt;br /&gt;Um dos saltos, que atualmente está sendo contestado criminosamente, pois é a maior invenção social brasileira, é o Imposto Sindical, que agora se chama contribuição sindical. Vários partidos desta Casa não se opõem a que os patrões recebam contribuição sindical para manter o SESI, o SENAC e as políticas deles, mas se opõem a que o povo operário tenha a sua contribuição sindical (Palmas). A contribuição sindical é a maior invenção social brasileira. Ela está na base de um sindicalismo frondoso que floresceu aqui, um dos maiores do mundo, porque cada sindicato que se organizava encontrava um modo de ter uma ajuda, uma verba tirada de todos os operários, correspondente a um dia de salário, dividido em doze prestações. Nem o próprio operário sentia, porque era descontado pelo patrão na folha de salário e entregue ao Governo — uma parte ficava com o Ministério da Educação.&lt;br /&gt;Essa invenção não tem similar, mas alguns doidos alucinados que querem acabar com ela, querem a contribuição voluntária. Pode ser que os sindicatos dos metalúrgicos — o que eu duvido — consigam se organizar com a contribuição voluntária, mas 99% dos sindicatos não se organizarão, desaparecerão. Ou seja, um dos maiores movimentos sindicais do mundo, que envolve milhões de trabalhadores, que são defendidos sejam ou não membros do sindicato, isso tudo pode ruir pelo sectarismo, tipo de pendor udenista antioperário, antitrabalhador.&lt;br /&gt;Outro feito fundamental de Getúlio, de que Jango e nós somos herdeiros, é a unicidade sindical. A unicidade sindical dá possibilidade de a classe operária ter atuação política, de estar presente no quadro nacional. O que pretendem hoje alguns partidos, inclusive alguns partidos chamados de esquerda, como o PT, que acaba de fazer essa proposição, é extinguir a unicidade sindical para adotar o sistema norte-americano, de um sindicato para cada empresa, o que acaba com o sindicalismo, o que acaba com o movimento operário. É uma coisa criminosa, que se deve à inspiração estrangeira, o pluralismo sindical dos financiadores do movimento sindical no mundo, os alemães, os franceses, os norte-americanos. E adotar isso no País é como se jogar fora o nosso passado e adotar o passado norte-americano, o passado inglês. Outra grande conquista foi a estabilidade no emprego, que nesses dias acaba de ser ameaçada — a Câmara liberou o patrão de obrigações para com os seus trabalhadores.&lt;br /&gt;Aquilo que nós conseguimos está dentro da linha do pensamento japonês, por um paralelismo, por uma coincidência. A nossa concepção e a concepção de Getúlio é que uma empresa se faça com o capital, que tem de ser respeitado e lucrativo, e com os trabalhadores que a constroem. Eles têm parte daquela empresa; quando o trabalhador é despedido, ele não pode ser simplesmente descartado; ele tem de ser remunerado por isso. Permitir o absurdo de que o patrão assine a carteira sem obrigações é um ato criminoso.&lt;br /&gt;Falam de Jango, mas Jango nasce herdeiro dessa posição e de outras posições de Getúlio e tenta levá-las adiante. Leva adiante, sobretudo, aquilo que constitui o documento mais importante, que é a Carta-Testamento de Getúlio, que deu a sua vida no momento em que a direita ganhar o poder; mas Getúlio o evitou, estourando seu coração com uma bala, aos 72 anos. Se não o fizesse — era a única saída —, ele seria enxotado do Catete, para dar o poder aos golpistas, aos udenistas, aos lacerdistas e a outros.&lt;br /&gt;O suicídio de Getúlio Vargas foi um ato de extrema sabedoria. É o que vai permitir que JK — esse belo Presidente que nós tivemos, otimista, trabalhador, ousado — chegasse ao poder. Ele foi ao poder devido àquele tiro que Getúlio deu no coração. Há mil coisas mais a lembrar aqui. O Jango, com a Carta-Testamento, herda sobretudo a percepção de que a causa principal do atraso brasileiro era cruzeiro dar rendimento em dólares. Quando uma empresa põe aqui 10 mil dólares e cresce, foi porque teve êxito econômico? É porque apelou para o sistema bancário brasileiro. Todo o capital que ela passou a ter passa também a gerar dólares. Isso cria um desequilíbrio na economia nacional, coloca em posições antagônicas o capital nacional e o capital estrangeiro, obriga os empresários nacionais a ser coniventes com o capital estrangeiro. Isso é algo que se fixou em Jango.&lt;br /&gt;Outra coisa que também se fixou em Jango — eu passei muitos dias conversando com ele sobre isso — era a noção de que a fórmula da revolução brasileira, de que o caminho brasileiro da revolução social era levar adiante a Revolução de 30. Àquelas conquistas acrescentar outras, sobretudo a reforma agrária. Era a convicção de que, fazendo a reforma agrária, o País seria reordenado, passaria a pertencer às multidões de brasileiros. O que eu classifico hoje como o mais importante momento social da história brasileira é o movimento dos sem-terra, que agora enfrenta o poder, exigindo um pedacinho de terra para plantar mandioca, milho, para criar galinha e cabra. Isso seria feito como? Tomando as terras de metade do Brasil que estão mal possuídas e não usadas, o que é um supremo despautério.&lt;br /&gt;O Presidente da República acaba de dar um passo positivo impondo o que deveria ter ocorrido há 20 anos: um imposto para propriedades com mais de 80 hectares e improdutivas. Mas é preciso mais, porque esse decreto do Presidente, para ser colocado em execução e ser aceito pela Justiça levará anos e anos. E aqui vem uma questão séria: o movimento dos sem-terra vem por um lado e, por outro, o sistema econômico, destruindo os empregos. Vivemos uma quadra tremenda de desemprego, em que o próprio Governo privatiza empresas, estimulando a demissão ou colocando para fora 30%, pelo menos, dos seus trabalhadores.&lt;br /&gt;Se amanhã privatizarem a Vale — os funcionários precisam saber disso —, 30% dos seus funcionários irão embora no outro dia. Essa situação de hostilidade com a força de trabalho, essas medidas coercitivas só podem apontar para uma situação dramática. Um povo não vai à revolução, à luta e à liberdade porque é mais miserável e pode morrer de fome. E é o que está ocorrendo. Por que a população brasileira não cresceu como deveria? Tinha de crescer para 160 milhões de brasileiros no último censo, mas faltaram 15 milhões. Esses 15 milhões não vieram por quê? Por fome, desemprego. Nunca tivemos uma fase de tanta violência, de tanta menina de 9, 10 anos prostituída. Essas meninas não se prostituem por volição, por vocação, por um pendor à prostituição. É casa sem comida, é casa abandonada e destruída.&lt;br /&gt;Neste momento a única oferta que há de emprego para milhões de brasileiros é a do movimento dos sem-terra. Precisamos começar a distribuir a terra em grandes quantidades. Parcelas de 20, 30 hectares para quem queira nelas viver e trabalhar. Qual a alternativa que o Governo oferece para empregar essa multidão de milhões de desempregados e lançados à marginalidade e à violência? A única oferta que se faz, hoje, é a do movimento dos sem-terra.&lt;br /&gt;Já falei muito. Poderia falar horas, tanto estou ligado à história de Jango. Deixem-me, apenas, recordar o que sucedeu em l964. A idéia que eu e Jango tínhamos era de que seria perfeitamente possível enfrentar o latifúndio e a direita latifundiária. O projeto de lei para isso eu tinha entregue ao Congresso Nacional, acompanhado de mensagem presidencial, propondo as medidas da reforma agrária, o que era factível de ser aprovado. Mas o que não era factível, o que nos tombou, foi a aliança da direita com os norte-americanos obcecados com a &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: guerra fria';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://tumpank.com/?go=guerra+fria&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_5.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;Guerra Fria&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Havia dois inimigos para os norte-americanos na &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: guerra fria';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://cimpanst.com/?go=guerra+fria&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_5.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;Guerra Fria&lt;/a&gt;: a Rússia, claro; mas os inimigos locais eram Cuba, que ainda hoje os leva ao desespero, e o Brasil, pois temiam que a fome no Nordeste, a fome no Brasil, levasse o País a tomar um caminho desses. Jango não estava empurrando o País para esse caminho, para dar soluções, para equacionar o problema das terras.&lt;br /&gt;O Brasil seria outro hoje se o projeto de reforma agrária que apresentamos ao Congresso a 15 de março tivesse sido aprovado. O golpe, então, se articulou como um golpe estrangeiro, financiado pelos norte-americanos e por outras potências, subornando generais, subornando políticos, todos sabendo dos escândalos, nesta Casa, do IBAD, da quantidade de dinheiro que foi posta na mão de Deputados e Senadores que aceitavam ser coniventes com a política deles, que era manter o Brasil tal qual é, porque era lucrativo para eles, era bom para eles, indiferentes à sorte do povo&lt;br /&gt;Jango realizou grandes feitos. Vi crescerem projetos ao seu lado. Vi-o empurrar os Parlamentares que estavam lutando pelo Estatuto do Trabalhador Rural; vi-o levar adiante e criar a ELETROBRAS, que agora querem destruir. Na ELETROBRAS, conseguimos um mecanismo legítimo para aumentar as tarifas de eletricidade, para que o excedente fosse aplicado em construção de novas hidrelétricas. E construímos. E duplicamos, e triplicamos e decuplicamos nossa capacidade. E agora vai-se dar esse instrumento às empresas que comprarem, o direito de aumentar as taxas para fazerem hidrelétricas? Elas nem querem fazer hidrelétricas. Serão encargos do Governo, que tirará os recursos de onde, se a fonte secou?&lt;br /&gt;Outros feitos foram o décimo terceiro salário, cuja tramitação teve todo o seu apoio; o controle do capital estrangeiro, cujo projeto chegou a ser aprovado na Câmara e no Senado; e a lei de remessa e lucros que o Jango regulamentou com a assessoria de Carvalho Pinto.&lt;br /&gt;Quero terminar essa minha fala dizendo que a Jango devemos uma outra coisa muito bonita, que a meu coração fala especialmente: aquele senso de liberdade, de democracia e de criatividade cultural. É naquele período de Jango que surge um movimento poderoso que se estende a 1968: o movimento da bossa nova, o movimento do cinema novo, o movimento das canções de protesto, o movimento do teatro de opinião, movimentos que empolgavam toda a juventude, ganhando-a para si mesmo e para o País. Isso é o que falta hoje.&lt;br /&gt;Quem vai ganhar essa juventude que a ditadura castrou e que aí está desbundada? (Palmas.) Isso me preocupa profundamente. Havia formas de concatenar a ação dos jovens para que eles fossem orgulhosos de ser brasileiros. E fossem quadros da nossa luta. Em 1968, na luta por manter aquele espírito, eles ofereceram os corações e os fígados às balas. Às dezenas foram mortos e torturados.&lt;br /&gt;A beleza do movimento cultural é alguma coisa que devemos ao Governo de Jango, conciliador, persuasório, incapaz de violência. Acho mesmo, às vezes, que ele deveria ter tido um tom de violência um pouco maior, porque não há crime maior do que perder o poder. Mas não era da natureza de Jango. A formação dele não contribuía, de forma nenhuma, para uma guerra fratricida em que poderiam morrer milhões de brasileiros. Estamos aqui para recordar e saudar a memória desse homem por todos os títulos honrado e para que as pessoas se lembrem de que há outra versão, para a qual cada um de nós tem de contribuir.&lt;br /&gt;Não é a versão de vencedor, que descreve aquele período como o período do Jango, que eles quiseram enfrentar da forma que fosse, sem nada a ver, de um governo que tinha conseguido constituir um partido revolucionário. Ora, a crença de Jango era a de que ele iria fazer o Partido Trabalhista Brasileiro igual ao inglês; que ele iria concorrer &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://timinthq.com/?go=nas&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_5.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/a&gt; eleições e ganhar.&lt;br /&gt;De fato, ele triplicou o número de Deputados trabalhistas. E mais, muito mais do que isso: Jango chamou ao Partido Trabalhista gente como Almino Affonso, que vinha de outras fontes: São Thiago Dantas, Hermes Lima e tanta gente mais. Introduziu na esquerda brasileira inclusive o eminente Presidente do Senado Federal, José Sarney, que naquele momento estava também na nossa luta. O que se quebrou foi aquela postura aberta, persuasória, de transformar o Brasil pelo consentimento das classes dominantes, em vista de que não dava prejuízo a ninguém, senão a quem não merecia atenção, que eram os latifundiários absenteístas.&lt;br /&gt;Meus senhores, um dos meus orgulhos é o de ter sido o Chefe da Casa Civil do Presidente João Goulart". (Palmas.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112698532852686963?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112698532852686963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112698532852686963' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698532852686963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698532852686963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/ultimo-discurso-no-senado-federal.html' title='Ultimo discurso no Senado Federal'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112698475175053247</id><published>2005-09-17T12:19:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T12:19:11.756-07:00</updated><title type='text'>Genocídio</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  size=3&gt;Genocídio - &lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Arial, Helvetica, sans-serif"&gt;estamos matando nosso  povo&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;A situação  Brasil é tão grave que só se pode caracterizar a política econômica vigente como  genocida. Estão matando nosso povo. Estão minando, carunchando a vida de milhões  de brasileiros. Desnutrida, desfibrada , nossa gente acabará se tornando  mentalmente deficiente para compreender seu próprio drama e fisicamente  incapacitada para o trabalho no esforço de superação do atraso.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Vivemos um  processo genocida. O digo com dor, mas com o senso de responsabilidade de um  brasileiro sensível, ao drama de nosso povo. O digo, também, como antropólogo  habituado a examinar os dramas humanos. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Vivemos, com  efeito, um processo genocida que faz vítimas preferenciais entre as crianças, os  velhos e as mulheres; entre os negros, os índios e os caboclos.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Quantas  crianças brasileiras morrem anualmente de fome, de inanição ou vitimadas por  enfermidades baratas, facilmente curáveis? Estatísticas estrangeiras,  cautelosas, falam de meio milhão. Estatísticas nacionais, menos cautas, contam  mais ele oitocentas mil. Quantas serão essas crianças que poderiam viver, e  morreram? Cada uma delas nasceu de uma mulher, foi amada, acariciada numa  família, deu lugar a sonhos e planos, nos dias, &lt;A  onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''"  href="http://stphork.com/?go=nas&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_4.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/A&gt;  horas, &lt;A onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1"  onmouseout="window.status=''"  href="http://krimbaset.com/?go=nas&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_4.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/A&gt;  semanas, nos meses, nos breves anos de sua vida parca. Seguindo a tradição,  muita mãe chorou resignada, achando que melhor fora que Deus levasse sua cria do  que a deixar aqui nesse vale de lágrimas. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Sobre este  drama tão brasileiro, se alça outro ainda maior. Impensável há uns poucos anos.  Indizível. Refiro-me ao assassinato de crianças por aparatos parapoliciais. Uma  vez, quando chegava do exílio, vendo a miséria que se estendeu sobre o País,  multiplicando trombadinhas, previ, horrorizado, que acabaríamos por ter uma  guerra das Forças Armadas contra os pivetes. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Essa guerra  atroz está em curso. Não é ainda uma operação militar das Forças Armadas. Mas é  já uma guerra cruenta contra a infância e a juventude pobres, travada por  organizações paramilitares clandestinas. Consentidas pelo Governo. Ignoradas  pela Justiça. Apoiadas por pequenos empresários assustados e por pessoas que se  sentem inseguras, essas organizações crescem, aliciando combatentes, vale dizer,  criminosos, para a triste tarefa de estancar a vida de milhares de crianças e  jovens vistos como perigosos.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Quantos jovens  estamos matando a tiros cada ano? Ignoramos! Os números internacionalmente  difundidos e que nossa imprensa repete falam de um pouco mais de quinhentos &lt;A  onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''"  href="http://stphork.com/?go=nas&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_4.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/A&gt;  principais cidades. Mas todos sabemos que seu número é muitíssimo maior.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Outras vítimas  desse genocídio são as mulheres brasileiras, mortas em abortos malconduzidos.  Também não sabemos contar os números espantosos dessas brasileiras, morrendo ou  se inutilizando no esforço de não ter mais filhos. Quem assume a culpa de suas  mortes e do sofrimento de tantíssimas delas que, malcuidadas, levam, vida afora,  suas genitálias rotas e estropiadas? Não há aqui um feio crime de conivência de  quantos condenam o aborto à clandestinidade? &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Pior ainda que  esse genocídio, mil vezes pior para o destino de nosso povo, é o caso daquelas  mulheres, milhões delas, induzidas a esterilizar-se em programas sinistros de  contenção da natalidade. Está em curso, em nossa Pátria, todo um enorme e  ricamente financiado programa internacional clandestino de controle familiar  pela esterilização das mulheres pobres, sobretudo das pretas e mestiças. Seu  êxito é tamanho que se avalia já, oficialmente, com números do IBGE, em 44% as  mulheres brasileiras em idade fecunda já esterilizadas. Castradas.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Esse número  espantoso faz temer que já não sejamos capazes nem mesmo de repor a população  que temos. Acaso a população brasileira excede aos recursos de nosso território?  Não! Decisivamente não. Nosso território fértil é maior que o dos Estados Unidos  e a população deles é o dobro da nossa. Temos, portanto, ainda possibilidade de  aumentar a nossa participação no gênero humano. O que excede no Brasil é a  população marginalizada e excluída pela força de trabalho pelo desemprego  generalizado, provocado pelo sistema econômico vigente, fundado na precedência  do lucro sobre a necessidade. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Mas há quem  saiba muito bem quantos brasileiros, a seu juízo, devem existir no ano 2050. Não  só sabe, como atua para que esse medonho número desejável deles se cumpra sobre  nós. Organizações estrangeiras e internacionais, atuando criminosamente em nosso  País, já esterilizaram mais de sete milhões de brasileiras. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Fazem-no  através de médicos subornados que induzem suas clientes a permitir que lhes  seccionem as trompas no curso de partos, realizados através de cesarianas. O  Brasil, para escândalo mundial e vergonha nossa, é o País em que mais se  realizam esses partos cirúrgicos. É, também, aquele em que mais vezes se utiliza  desse procedimento para esterilizar mulheres. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;São nacionais  os tristes dinheiros desse suborno? Quem aprovou, neste País, tal política  demográfica? Que instituição suficientemente autorizada e responsável decidiu  quantos brasileiros existirão no futuro? Alguém, clandestinamente, decidiu e  esta aliciando os capadores de mulheres Brasil adentro. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Quem ponderou  sobre os convenientes ou os inconvenientes de deixarmos de ser uma população  majoritariamente juvenil, para sermos uma população majoritariamente senil? O  que se está fazendo ao esterilizar tão grande parcela de nossa população  feminina é forçar a optação por uma maioria de idosos. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Nosso povo  preservará, depois dessa drástica cirurgia, a vitalidade indispensável para sair  do atraso ou estará condenado a afundar cada vez mais no subdesenvolvimento?  Quem está interessado em que o Brasil seja capado e esterilizado? Serão  brasileiros?&lt;/FONT&gt; &lt;/P&gt;&lt;!-- #EndEditable --&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112698475175053247?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112698475175053247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112698475175053247' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698475175053247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698475175053247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/genocdio.html' title='Genocídio'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112698468909784978</id><published>2005-09-17T12:18:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T12:18:09.096-07:00</updated><title type='text'>Somos todos culpados</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  size=3&gt;Somos Todos Culpados&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Nunca faltaram  vozes de denúncia desse caráter cruel de nossa sociedade. Inclusive vozes de  reconhecimento de que é à nossa elite que ternos de debitar o desempenho  medíocre do Brasil na civilização vigente. Cabe, agora, à nossa geração  perguntar que culpa temos, enquanto classe dominante, no sacrifício e no  sofrimento do povo brasileiro. Somos inocentes? Quem, letrado, não tem culpa  neste País dos analfabetos? Quem, rico, está isento de responsabilidades neste  País da miséria? Quem, saciado e farto, é inocente neste nosso País da fome?  Somos todos culpados. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Nossos  maiores, primeiro, nós próprios, depois, urdimos a teia inconsútil que é a rede  em que nosso povo cresce constrangido e deformado. A característica mais nítida  da sociedade brasileira é a desigualdade social que se expressa no altíssimo  grau de irresponsabilidade social das elites e na distância que separa os ricos  dos pobres, com imensa barreira de indiferença dos poderosos e de pavor dos  oprimidos. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Nada do que  interessa vitalmente ao povo preocupa de fato à elite brasileira. A quantidade e  a qualidade da alimentação popular não podia ser mais escassa, nem pior. A  qualidade de nossas escolas, a que o povo tem acesso, é tão ruim, que elas  produzem de fato mais analfabetos que alfabetizados.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Os serviços de  saúde de que a população dispõe são tão precários que epidemias e doenças já  vencidas no passado voltam a grassar, como ocorre com a tuberculose, a lepra, a  malária e inumeráveis outras. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;A solução  brasileira para a moradia popular, na realidade das coisas, é a favela ou o  mocambo. Não conseguimos multiplicar nem mesmo essas precaríssimas casinhas de  maribondo dos bancos da habitação e das caixas econômicas. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Nossa elite,  bem nutrida, olha e dorme tranqüila. Não é com ela. Desafortunadamente, não é só  a elite que revela essa indiferença fria ou disfarçada. Ela se espraia por toda  a opinião pública, como hedionda herança comum de séculos de escravismo,  enormemente agravada pela perpetuação da mesma postura ao longo de toda a  república. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;A triste  verdade é que vivemos em estado de calamidade, indiferentes a ele porque a fome,  o desemprego e a enfermidade não atingem os grupos privilegiados. O seqüestro de  um rapaz rico mobiliza mais os meios de comunicação e o Parlamento do que o  assassinato de mil crianças, o saqueio da Amazônia, ou o suicídio dos índios. E  ninguém se escandaliza, nem sequer se comove com esses dramas. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;A imprensa só  protesta mornamente e o faz quando ecoa o que se divulga lá fora. Parece  haver-se rompido o próprio nervo ético da nossa imprensa, que nos deu, no  passado, tantos jornalistas cheios de indignação em campanhas imemoráveis de  denúncia de toda sorte de iniqüidade. Hoje, quem determina o que se divulga, e  com que calor se divulga qualquer coisa, não são os jornalistas, é o caixa, é a  gerência dos órgãos de comunicação. E esta só está atenta as razões do lucro.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O que foi  feito para pôr cobro a essa situação de calamidade? Na realidade dos fatos, nada  foi feito. As vozes e o poderio dos que defendem os interesses do privatismo e  as razões do lucro sobrepujam o clamor pelo atendimento das necessidades mais  elementares do povo brasileiro. Nada é mais espantoso em nossos dias do que o  fato de que quase ninguém se rebele contra o horror da paisagem humana do  Brasil. Estamos matando, martirizando, sangrando, degradando, destruindo nosso  povo! O conjunto das instituições públicas e das empresas privadas dessa nossa  ingrata Pátria brasileira cios anos 90, o que faz, efetiva e eficazmente, é  gastar o único bem que resultou de nossos séculos desta triste história: o povo  brasileiro.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Somos, hoje,  uma parcela ponderável da humanidade. Somamos mais de cento e sessenta milhões  de brasileiros. Seríamos uma latinidade nova e louçã se alcançássemos coisas tão  elementares como todo brasileiro comer todo dia, toda pessoa ter acesso a um  emprego e toda criança progredir na escola. Mas não há nada disso. Nem há  qualquer perspectiva de que isso se alcance em tempos previsíveis, pelos  caminhos que vimos trilhando.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O lamentável é  que temos tudo de que se necessita para que floresça no Brasil uma civilização  bela e solidária. Herdamos uma das províncias maiores, mais belas e ricas do  planeta. Somos um povo movido por uma incansável vontade de viver e de  trabalhar, ativado pelo desejo mais intenso de felicidade, animado por uma  alegria inverossímil para quem enfrenta tanta miséria. Contamos, ainda, com um  corpo de empresários e de técnicos motivados e qualificados para a empresa &lt;A  onmouseover="window.status = 'goto: de auto';return 1"  onmouseout="window.status=''"  href="http://cimpanst.com/?go=de+auto&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_4.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;de  auto&lt;/A&gt;-superação que o Brasil tem que realizar. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Seremos  impotentes para realizar as potencialidades de nossa terra e de nosso povo? É  mesmo inevitável que continuemos enriquecendo os ricos e empobrecendo os pobres?  Existe, por aí, algum projeto nacional alternativo, já formulado, que nos dê  garantia de redenção?&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Reiterar na  rota política e no modelo de ação econômica que praticamos só nos dá segurança  de perpetuação do atraso e até mesmo de genocídio, ou seja, de matança  intencional do povo brasileiro, que é o que está em curso. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;A ordem  econômica vigente nada mais terna dar ao Brasil, senão miséria e mais miséria. O  modelo de capitalismo que se viabilizou entre nós - aliás muito lucrativo - é  impotente para criar uma prosperidade generalizável a todos os brasileiros.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112698468909784978?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112698468909784978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112698468909784978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698468909784978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698468909784978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/somos-todos-culpados.html' title='Somos todos culpados'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112698463648211862</id><published>2005-09-17T12:17:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T12:17:16.486-07:00</updated><title type='text'>Causas e culpas</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=3&gt;&lt;B&gt;Causas e  Culpas &lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Vivemos, nós  brasileiros, uma conjuntura trágica. 0 próprio destino nacional está em causa e  é objeto de preocupação da cidadania mais lúcida e responsável. O aspecto mais  grave e inquietante da crise que atravessamos é de natureza política. Frente a  ela, as diretrizes econômicas, postas em prática por sucessivos governos, se  caracterizam por uma incrível teimosia na manutenção de uma institucionalidade  fundiária que condena o povo ao desemprego e à fome, pela mais crua  insensibilidade social, por um servilismo vexatório diante de interesses alheios  e pela mais irresponsável predisposição a alienar as principais peças  constitutivas do patrimônio nacional. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Outra  característica é sua animosidade frente ao Estado, visto como a fonte de todos  os males. Será assim? Onde, nesse mundo, uma economia nacional floresceu sem um  Estado que a conduzisse a metas prescritas? Onde estão esses empreendedores  privados cuja sanha de lucrar promoveria o progresso nacional? Crerão esses  fanáticos do neoliberalismo que o estado gerencial das multinacionais - que são  entre nós o setor predominante das classes empresariais -se comove pelo destino  nacional? &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O que cumpre  fazer em nosso País não é nenhuma modernização reflexa, dessas que atualizam um  sistema produtivo apenas para fazê-lo mais eficaz no papel de provedor ele bens  para o mercado mundial. É, isto sim, um salto evolutivo à condição de economia  autônoma que exista e viva para si mesma, isto é, para seu povo. Para tanto,  temos é que nos associar aos outros povos explorados, para denunciar e por um  termo à ordem econômica vigente que faz os povos pobres custearem a prosperidade  dos povos ricos através de um intercâmbio internacional gritantemente desigual.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Sobre essas  bases é que se tem, necessariamente, de formular nosso projeto próprio de  integração do Brasil na civilização pós-industrial, sempre atentos aos  interesses nacionais, priorizando sempre o desenvolvimento social, ou seja, os  interesses populares. A via da modernização reflexa pelo desenvolvimento  dependente só nos faria fracassar na civilização emergente, tal como fracassamos  ao tios integrarmos, por este mesmo caminho, à civilização industrial.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Só nós  brasileiros, podemos definir esse projeto do Brasil que que ser. Não será,  obviamente, o Brasil desejado pela minoria próspera que esta contentíssima com o  Brasil tal qual é, e que só quer mais do que já tem. Mas o Brasil dos explorados  e oprimidos que o modelo econômico vigente já levou a níveis incomprimíveis de  miséria e desespero. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112698463648211862?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112698463648211862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112698463648211862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698463648211862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698463648211862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/causas-e-culpas.html' title='Causas e culpas'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112698459585757446</id><published>2005-09-17T12:16:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T12:16:35.903-07:00</updated><title type='text'>O Brasil como problema</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P&gt;&lt;FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=5&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT size=4&gt;O  Brasil como problema&lt;/FONT&gt;&lt;BR&gt;&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT  face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=5&gt;&lt;B&gt;&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=center&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=3&gt;&lt;I&gt;&lt;FONT  size=2&gt;Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes.  Construímo-nos queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros.  Atualmente, estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na  produção não do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes  empresariais&lt;/FONT&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=center&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;&lt;B&gt;Capítulo do  livro de Darcy Ribeiro, O Brasil como Problema, editado em 1995, no Rio de  Janeiro.&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Ao longo dos  séculos, viemos atribuindo o atraso do Brasil e a penúria dos brasileiros a  falsas causas naturais e históricas, umas e outras imutáveis. Entre elas,  fala-se dos inconvenientes do clima tropical, ignorando-se suas evidentes  vantagens. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Acusa-se,  também, a mestiçagem, desconhecendo que somos um povo feito do caldeamento de  índios com negros e brancos, e que nos mestiços constituímos o cerne melhor de  nosso povo. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Também se fala  da religião católica como um defeito, sem olhos para ver a França e a Itália,  magnificamente realizadas dentro dessa fé. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Há quem se  refira à colonização lusitana, com nostalgia por uma mirífica colonização  holandesa. É tolice de gente que, visivelmente, nunca foi ao Suriname.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Existe até  quem queira atribuir nosso atraso a uma suposta juvenilidade do povo brasileiro,  que ainda estaria na minoridade. Esses idiotas ignoram que somos cento e tantos  anos mais velhos que os Estados Unidos.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Dizem, também,  que nosso território é pobre - uma balela. Repetem, incansáveis, que nossa  sociedade tradicional era muito atrasada - outra balela. Produzimos, no período  colonial, muito mais riqueza de exportação que a América do Norte e edificamos  cidades majestosas corno o Rio, a Bahia, Recife, Olinda, Ouro Preto, que eles  jamais conheceram. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Trata-se,  obviamente, do discurso ideológico de nossas elites. Muita gente boa, porém, em  sua inocência, o interioriza e repete. De fato, o único fator causal inegável de  nosso atraso é o caráter das classes dominantes brasileiras, que se escondem  atrás desse discurso. Não há corno negar que a culpa do atraso nos cabe é a nós,  os ricos, os brancos, os educados, que impusemos, desde sempre, ao Brasil, a  hegemonia de uma elite retrógrada, que só atua em seu próprio beneficio.  &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O que temos  sido, historicamente, é um proletariado externo do mercado internacional. O  Brasil jamais existiu para si mesmo, no sentido de produzir o que atenda aos  requisitos de sobrevivência e prosperidade de seu povo. Existimos é para servir  a reclamos alheios. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Por isso  mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes. Construímo-nos  queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros. Atualmente,  estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na produção não  do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes empresariais &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Não nos  esqueçamos de que o Brasil foi formado e feito para produzir pau-de-tinta para o  luxo europeu. Depois, açúcar para adoçar as bocas dos brancos e ouro para  enriquecê-los. Após a independência, nos estruturamos para produzir algodão e  café. Hoje, produzimos soja e minério de exportação. Para isso é existimos como  nação e como governo, sempre infiéis ao povo engajado no trabalho, sofrendo fome  crônica, sempre servis às exigências alheias do mercado  internacional.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O mercado  internacional, que nos viabiliza no plano econômico, é a peia que nos ata ao  cativeiro e à pobreza. É necessário que seja assim? Por que outros povos que, no  passado, foram mais pobres e menos ilustrados, como é o caso dos Estados Unidos,  nos passaram à frente? &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Qual é a causa  real de nosso atraso e pobreza? Quem implantou esse sistema perverso e  pervertido de gastar gente para produzir lucros e riquezas de uns poucos e  pobreza de quase todos?&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Como uma das  principais nações pobres do mundo, estamos desafiados, até internacionalmente, a  buscar e encontrar caminhos de superação do subdesenvolvimento autoperpetuante  em que fornos todos metidos pela política econômica das potências vitoriosas no  pós-guerra. Tanto mais porque não há, em nenhum lugar da Terra, um modelo  comprovadamente eficaz de ação contra a crise político-econômica em que estamos  afundados. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O mundo  subdesenvolvido tem os olhos postos em nós. Espera do Brasil alguma solução para  nossos problemas comuns. Todos já suspeitam que, persistindo no papel de  proletariados externos dos povos ricos, nos perpetuaremos na pobreza. Todos  perguntam: como romper com essa perversão econômica e com a tragédia social que  dela decorre para duas terças partes da humanidade? &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;É impossível  nos isolarmos do mercado mundial, que nos viabiliza economicamente. Mas se é  impossível o isolamento, é pelo menos suicida a postura dos que querem continuar  regidos tão rigidamente pelo mercado internacional, que torna inalcançável uma  prosperidade generalizável a todos os brasileiros. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;O desafio que  enfrentamos é, pois, o de conquistar uma nova forma de intercâmbio  internacional, (que não seja tão onerosa para nós. Isto importa em reordenar as  forças produtivas para que elas atendam primacialmente às necessidades nacionais  de prover nutrição, assistência, moradia, educação a toda a população, e à  necessidade, também imperativa, de produzir divisas para atuarmos dentro do  mercado mundial, comprando tecnologias. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;Queremos, do  capitalismo, o que ele deu à América do Norte ou à Austrália, por exemplo, como  economias situadas no mercado mas sabendo tirar dele proveitos próprios. Nenhuma  outra nação conseguiu tanto quanto eles e, provavelmente, só o Brasil tem  condições de repetir a façanha, graças à nossa disponibilidade de recursos  naturais, de terras agriculturáveis e de mão-de-obra qualificada.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt; &lt;P align=justify&gt;&lt;FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2&gt;A tarefa deles  foi bem mais simples que a nossa, porque são meros transplantes sensaborões (1.1  Europa, que limparam o seu território dos nativos e reconstituíram a paisagem de  onde vieram. No nosso caso, trata-se ele criar um Povo Novo pela fusão de  matrizes muito diferenciadas, que dará lugar a tini novo gênero de sociedade.  Nossas potencialidades vêm sendo coactadas, de um lado, pela armadilha em que  caímos ao aceitar formas de intercâmbio internacional que nos empobrecem. Isso  era inevitável, porque partimos da condição de um proletariado externo, cuja  mão-de-obra não existia para si mas para produzir gêneros exportáveis, Nossas  classes dominantes só sabiam mesmo fazer isso, porque eram, de fato,  representantes locais cio mercado internacional. De outro lado, vem sendo  coactadas pelo monopólio da terra e sua conseqüência principal, que foi  urbanização caótica, devida ao translado de 100 milhões de brasileiros para a  vida famélica das cidades. Essa massa humana, que é a parte substancial de nosso  povo, jamais terá acesso aos bens da civilização enquanto nossa economia estiver  enquadrada &lt;A onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1"  onmouseout="window.status=''"  href="http://timinthq.com/?go=nas&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.pdt.org.br%2Fpersonalidades%2Fdarcy_historia_4.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/A&gt;  diretrizes que as elites nos impõem. &lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112698459585757446?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112698459585757446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112698459585757446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698459585757446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112698459585757446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/o-brasil-como-problema.html' title='O Brasil como problema'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112630831021045393</id><published>2005-09-09T16:25:00.000-07:00</published><updated>2005-09-09T16:25:10.213-07:00</updated><title type='text'>Os Negros</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT color=#83746f&gt;&lt;FONT face=Times&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;FONT  size=4&gt;A&lt;/FONT&gt;&lt;/STRONG&gt; grande contribuição da cultura portuguesa aqui foi  fazer o engenho de açúcar... movido por mão-de-obra escrava. Por isso, começaram  a trazer milhões de escravos da África. O negócio maior do mercado mundial era a  venda de açúcar para adoçar a boca do europeu e depois a remessa de ouro. Mas a  despesa maior era comprar escravos. Os europeus sacanas iam à África e faziam  grandes expedições de caça de negros que viviam ali uma vida como a dos índios  aqui, com sua cultura, com sua língua, com seu modo... Metade morria na  travessia, na brutalidade da chegada, de tristeza, mas milhões deles  incorporaram-se ao Brasil. &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT color=#83746f&gt;&lt;FONT face=Times&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;FONT  size=4&gt;E&lt;/FONT&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;FONT size=2&gt; esses negros não podiam falar um com o  outro, veja esse desafio como é tremendo. Eles vinham de povos diferentes.  Então, o único modo de um negro falar com o outro era aprender a língua do  capataz, que nunca quis ensinar português. Milagrosamente, genialmente esses  negros aprenderam a falar português. Quem difundiu o português foi o negro, que  se concentrou na área da costa de produção do açúcar e na área do ouro... Mas  preste atenção: com os negros escravos vinham as molecas de 12 anos, bonitinhas.  Uma moleca daquelas custava o preço de dois ou três escravos de trabalho. E os  donos de escravos queriam muito comprar, e os capatazes também. Comprar uma  moleca pra sacanagem. Mas essas molecas pariam filhos, e quem era o filho? Era  como o filho da índia. Ele não era africano, visivelmente. Ele não era índio.  Quem era ele ? Ele também era um "zé ninguém" procurando saber o que era. Ele só  encontraria uma identidade no dia em que se definisse o que é o brasileiro.  &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112630831021045393?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112630831021045393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112630831021045393' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630831021045393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630831021045393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/os-negros.html' title='Os Negros'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112630789172550181</id><published>2005-09-09T16:18:00.000-07:00</published><updated>2005-09-09T16:18:11.726-07:00</updated><title type='text'>Minas</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;No final do século XVII, a descoberta de ouro pelos  paulistas &lt;A onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1"  onmouseout="window.status=''"  href="http://cimpanst.com/?go=nas&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.tvcultura.com.br%2Faloescola%2Festudosbrasileiros%2Fpovobrasileiro%2Fpovobrasileiro2.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/A&gt;  terras do interior mudou os rumos do Brasil Colônia. Em menos de dez anos,  chegaram à região das Minas mais de 30 mil pessoas, vindas de todo o país. Eram  paulistas, baianos, senhores de engenho falidos e, principalmente, escravos. No  começo da exploração muitos morriam de fome com o ouro &lt;A  onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''"  href="http://rimbizz.com/?go=nas&amp;amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.tvcultura.com.br%2Faloescola%2Festudosbrasileiros%2Fpovobrasileiro%2Fpovobrasileiro2.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/A&gt;  mãos, já que não havia o que comer. Os tropeiros garantiam a sobrevivência  vendendo comida e panos de algodão. Atraídos pelo ouro, muitos deles acabaram se  fixando no cruzamento das rotas de comércio e estabeleceram as primeiras  povoações. Desse modo abriram caminho para a ocupação do interior do país.  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;FONT size=3&gt;"No princípio eram principalmente índios nativos e uns  poucos brancarrões importados. Depois, principalmente negros, vindos de longe,  africanos. Mas logo, logo, veja só: eram multidões de mestiços, crioulos daqui  mesmo."&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt; &lt;DIV align=right&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT face=Times&gt;Trecho do livro &lt;EM&gt;O Povo  Brasileiro&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112630789172550181?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112630789172550181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112630789172550181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630789172550181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630789172550181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/minas.html' title='Minas'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112630779691321253</id><published>2005-09-09T16:16:00.000-07:00</published><updated>2005-09-09T16:16:36.916-07:00</updated><title type='text'>Sobre Minas Gerais</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;FONT size=3&gt;"Minas foi o nó que atou o Brasil e  fez dele uma coisa só."&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt; &lt;DIV align=right&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT face=Times&gt;Trecho do livro &lt;EM&gt;O Povo  Brasileiro&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112630779691321253?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112630779691321253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112630779691321253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630779691321253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630779691321253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/sobre-minas-gerais.html' title='Sobre Minas Gerais'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112630770264145527</id><published>2005-09-09T16:15:00.000-07:00</published><updated>2005-09-09T16:15:02.696-07:00</updated><title type='text'>Mestiçagem do corpo e da cultura</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT color=#83746f&gt;&lt;FONT face=Times&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;FONT  size=4&gt;H&lt;/FONT&gt;&lt;/STRONG&gt;á duas contribuições fundamentais nesse encontro: uma  mestiçagem do corpo e uma mestiçagem da cultura. Em nós vivem milhões de índios,  índios que foram esmagados porque a brutalidade do branco com o índio foi  terrível. Esmagados porque o europeu tinha muita doença. Os índios não tinham  cárie dentária, nem gripe, nem tuberculose... Cada enfermidade dessas era uma  espécie de guerra biológica, matou índios em  quantidade.&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Estima-se em cinco milhões o número de indígenas  que habitavam as terras brasileiras na ocasião da chegada dos portugueses. Dois  séculos depois, eles não chegavam a dois milhões. Hoje, os sobreviventes somam  duzentos e setenta mil habitantes, menos de meio por cento da população  brasileira. Em cinco séculos desapareceram para sempre cerca de oitocentas  etnias. Eram povos de diferentes culturas, que ocupavam vastos territórios de  características geográficas distintas. &lt;/FONT&gt;&lt;BR&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT color=#83746f&gt;&lt;FONT  face=Times&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;FONT size=4&gt;M&lt;/FONT&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;FONT size=2&gt;as esses índios  que morriam sobreviviam naqueles mestiços que nasciam. Somos nós que carregamos  no peito esses índios, os genes deles para reprodução e a sabedoria deles da  mata. O Brasil só é explicável assim, é uma coisa diferente do mundo...  &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112630770264145527?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112630770264145527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112630770264145527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630770264145527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112630770264145527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/mestiagem-do-corpo-e-da-cultura.html' title='Mestiçagem do corpo e da cultura'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112595805667877208</id><published>2005-09-05T15:06:00.000-07:00</published><updated>2005-09-05T15:07:36.683-07:00</updated><title type='text'>Simon Bolívar</title><content type='html'>"Tenhamos presente que nosso povo não é o europeu, nem o americano do norte, é antes um composto de África e América do que uma emanação da Europa, pois que a Espanha mesma deixa de ser Europa pelo seu sangue africano, pelas suas instituições e por seu caráter. É impossível caracterizar com propriedade a que família humana pertencemos. A maior parte do indígena se aniquilou, o europeu mesclou-se com o americano e com o africano e este mesclou-se com o índio e com o europeu. Nascidos todos do seio de uma mesma mãe, nossos pais, diferentes em origem e em sangue, são estrangeiros, e todos diferem visivelmente na epiderme; esta dessemelhança traz uma ligação da maior importância." Simon Bolivar - Angostura 1819&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112595805667877208?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112595805667877208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112595805667877208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112595805667877208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112595805667877208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/simon-bolvar.html' title='Simon Bolívar'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112595590920807499</id><published>2005-09-05T14:26:00.000-07:00</published><updated>2005-09-05T14:31:49.216-07:00</updated><title type='text'>Um homem de causas</title><content type='html'>" ... sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas, demais: a salvação dos indios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade, somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que venceram nessas batalhas. " ( Darcy Ribeiro - Sorbonne)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112595590920807499?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112595590920807499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112595590920807499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112595590920807499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112595590920807499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/um-homem-de-causas.html' title='Um homem de causas'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112570486219445313</id><published>2005-09-02T16:47:00.000-07:00</published><updated>2005-09-02T16:47:42.196-07:00</updated><title type='text'>Esquerda</title><content type='html'>(...) Não pense o leitor, pelo que digo aqui, que eu não goste das esquerdas.  Muito ao contrário.  Sou de esquerda e acho que ela é a salvação do mundo.  Fora da esquerda só há indiferença, que é imbecil demais, ou a direita, que é sagaz demais.  Eu as critico criticando a nós, sangrando em minha carne, porque isso é indispensável para que a esquerda cumpra sua missão, extraordinariamente difícil.  Tão difícil que, ao longo da História, só temos conhecido derrotas.  Estamos desafiados a um esforço de auto-superação para, afinal, vencer a reação.  Existe uma intelectualidade vadia pregando que a direita é burra.  Não é, não.  Inclusive porque a maioria dos intelectuais com boa formação acadêmica está a serviço dela e é para isso subsidiada, quando não é direitista vocacional ou herdeira.&lt;br /&gt;Tudo isso é tanto mais grave porque a direita tem em suas mãos e controla estritamente toda a mídia.  Através dela, faz a cabeça de quase toda a classe média influente, convencida, pelo bombardeio diário dos jornais, das rádios e das televisões, que o mundo inteiro se está globalizando alegremente, e em benefício dos pobres.  De que, se os ricos enriquecerem muito mais, distribuirão suas riquezaz com os pobres.  De que a privatização é o caminho do progresso, mesmo quando se faz pela doação de bens públicos.  De que os estrangeiros, ou os brasileiros com eles irmanados, são sempre melhores que os nativos.  A pregação uníssona desse discurso torna-o cada vez mais verossímil, levando muita gente a embarcar nas canoas do neoliberalismo, da globalização e da privatização.&lt;br /&gt;(Darcy Ribeiro, Confissões)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112570486219445313?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112570486219445313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112570486219445313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112570486219445313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112570486219445313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/esquerda.html' title='Esquerda'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112570464577200320</id><published>2005-09-02T16:40:00.000-07:00</published><updated>2005-09-02T16:44:05.773-07:00</updated><title type='text'>Educação</title><content type='html'>"A rica direita brasileira, desde sempre no poder, sempre soube dar, aqui ou lá fora, a melhor educação aos seus filhos. Aos pobres dava a caridade educativa mais barata que pudesse, indiferente à sua qualidade." (Darcy Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112570464577200320?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112570464577200320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112570464577200320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112570464577200320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112570464577200320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/educao.html' title='Educação'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112570428590559481</id><published>2005-09-02T16:36:00.000-07:00</published><updated>2005-09-02T16:38:05.913-07:00</updated><title type='text'>Sociedade democrática sem limites</title><content type='html'>&lt;a href="javascript:history.back(1)"&gt;&lt;/a&gt;A Sociedade Democrática Sem Limites&lt;br /&gt;É espantoso que depois de 20 anos de ditadura e repressão, em apenas outros 20 um regime democrático conquistado a tão duras penas tenha se deteriorado tanto. Em nome dessa democracia tão mal compreendida os maiores absurdos acontecem.&lt;br /&gt;Vivemos em uma sociedade desordenada, valores éticos e morais foram substituídos por posturas de qualidade duvidosa. Enfrentamos a violência do tráfico, do bandido, da polícia, do ladrão que agora mata, e do próprio ser humano.&lt;br /&gt;Nos morros, os habitantes de bem, são refens e escudo de bandidos e traficantes. Ou vamos começar a levar a sério uma democracia que realmente respeite os direitos de uma maioria hoje insegura e sofrida ou aquela minoria barulhenta ainda vai levar a melhor.&lt;br /&gt;Precisamos impor limites. Limites no crescimento das favelas, e na desordem dos mendigos, moradores de rua, crianças fora da escola, trabalhando e mendigando nos sinais ou cheirando cola na praia. Limite na proliferação de camelôs, ao mercado informal de trabalho.&lt;br /&gt;Impor limites não significa autoritarismo ou repressão. Significa apenas que todos temos o direito a uma sociedade organizada. A explosão demográfica provocada pela migração da população rural já não tem mais condições de ser atendida nos grandes centros urbanos.Já há alguma indicação de voltar à terra de origem por parte daqueles que embarcaram no sonho da cidade grande e acabaran &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://timinthq.com/?go=nas&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.fundar.org.br%2Ftemas%2Ftexto__9.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/a&gt; favelas. Parece utópico, mas pode não ser.&lt;br /&gt;Por que não criamos as aldeias cooperativas, pequenos povoados com 100 a 120 famílias, com escola, saúde, agricultura com valor agregado ao produto? Aldeias auto-suficientes, capazes de manter o homem no campo e limitar a explosão demográfica dos contros urbanos.&lt;br /&gt;Em nome da democracia, o que se considera direito de uma minoria não passa às vezes da capacidade que ela tem de fazer mais barulho.&lt;br /&gt;Projetos assistencialistas e eleitoreiros gastam fortunas, enquanto a saúde e a educação pública já não são mais políticas prioritárias do Estado.&lt;br /&gt;A situação caótica que salta aos olhos de quem quer ver, é o que acontece com a Educação Pública. Com orientação e políticas equivocadas, consideradas democráticas, nos últimos 25 anos cumpriu o triste papel de formar, cada vez mais, ignorantes, desinformados e incultos, incapazes de se exercerem como cidadãos. Essa mesma escola, forma professores que se mostram, é claro, também cada vez mais despreparados e desestimulados pelas próprias condições de trabalho.&lt;br /&gt;A Escola Pública autônoma como ela é hoje, comprojeto político pedagógico próprio, com recursos e decisões &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://cimpanst.com/?go=nas&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.fundar.org.br%2Ftemas%2Ftexto__9.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/a&gt; mãos de diretores eleitos por razões políticas, e em sua maioria sem nenhum preparo, exercendo como podem a gerência administrativa da instituição, longe de ser um exemplo de democracia é profundamente discriminatória e excludente. Não alcançará, assim, um padrão de qualidade universal e privilegia os que tem sorte de poder freqüentar algumas unidades escolares com melhores propostas e bons diretores.&lt;br /&gt;O Estado abdicou de suas funções constitucionais. A Escola Pública ficou entregue a um sistema político eleitoreiro e a interesses pessoais e locais. Poe incrível que possa parecer, são sempre os representantes da escola privada os que decidem os destinos da Escola Pública, desconhecendo o fato de que aquela, o próprio mercado se incumbe de regulamentar.&lt;br /&gt;Escola democrática, que deve dar a todos as mesmas oportunidades, não existe. O Estado não tem política própria e universal de educação e se tivesse não conseguiria implantá-la, já que "Cada escola é uma escola" e cada diretor é dono da sua.&lt;br /&gt;Enquanto as funções previstas na Constituição não forem reassumidas pelo Estado, enquanto as Secretarias de Educação não tiverem de novo &lt;a onmouseover="window.status = 'goto: nas';return 1" onmouseout="window.status=''" href="http://tumpank.com/?go=nas&amp;url1=http%3A%2F%2Fwww.fundar.org.br%2Ftemas%2Ftexto__9.htm&amp;amp;pin=55135"&gt;nas&lt;/a&gt; mãos o comando das políticas educacionais, enquanto cada escola tiver o seu projeto e a sua própria organização, não conseguiremos resgatar o papel democratizador da Educação.&lt;br /&gt;Sem reconstruirmos essa base não conseguiremos uma educação de qualidade para esse povo que, desinformado e despreparado, exerce tão mal a sua cidadania.&lt;br /&gt;As soluções popaliativas de curto prazo não resolvem se não vêm acompanhadas de uma reformulação de base, em todas as estruturas políticas e sociais.&lt;br /&gt;Nossas estruturas políticas e sociais estão ultrapassadas. Precisamos, agora, já, repensar todo o processo brasileiro, a começar pela reforma política, que tem levado à corrupção, à perda de valores éticos e morais e ao descompromisso com o povo.&lt;br /&gt;(Fundação Darcy Ribeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112570428590559481?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112570428590559481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112570428590559481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112570428590559481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112570428590559481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/09/sociedade-democrtica-sem-limites.html' title='Sociedade democrática sem limites'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112545134102259132</id><published>2005-08-30T18:22:00.000-07:00</published><updated>2005-08-30T18:22:21.096-07:00</updated><title type='text'>Mestiço é que é bom</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;FONT face="Times New Roman" size=3&gt;“Mas, olha, o  que eu digo sempre, é muito fácil fazer uma Austrália: pega meia dúzia de  franceses, ingleses, irlandeses e italianos, joga numa ilha deserta, eles matam  os índios e fazem uma Inglaterra de segunda, porra, ou de terceira, aquela  merda. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;"O Brasil precisa aprender que aquilo é uma merda. Que o Canadá é  uma merda, porque repete a Europa. É para ver que nós temos a aventura de fazer  o gênero novo. A mestiçagem na carne e no espírito. Mestiço é que é bom.”  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;(Ribeiro em "Mestiço é que é bom", Ed. Revan)  &lt;/FONT&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112545134102259132?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112545134102259132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112545134102259132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112545134102259132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112545134102259132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/08/mestio-que-bom.html' title='Mestiço é que é bom'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112544684858886156</id><published>2005-08-30T17:07:00.000-07:00</published><updated>2005-08-30T17:07:30.640-07:00</updated><title type='text'>Darcy Ribeiro</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;P align=center&gt;&lt;FONT face="Bookman Old Style" size=1&gt;Gentileza Academia  Brasileira de Letras &lt;/FONT&gt;&lt;A href="http://www.academia.org.br/"  target=_blank&gt;&lt;FONT face="Bookman Old Style"  size=1&gt;www.academia.org.br&lt;/FONT&gt;&lt;/A&gt;&lt;/P&gt; &lt;FONT face="Bookman Old Style" size=1&gt; &lt;P&gt;&lt;B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #ffff66"&gt;Darcy Ribeiro&lt;/B&gt;,  etnólogo, antropólogo, professor, educador, ensaísta e romancista, nasceu em  Montes Claros (MG), em 26 de outubro de 1922, e faleceu em Brasília, DF, em 17  de fevereiro de 1997. Eleito em 8 de outubro de 1992 para a Cadeira n. 11,  sucedendo a Deolindo Couto, foi recebido em 14 de abril de 1993, pelo acadêmico  Candido Mendes de Almeida. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Diplomou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São  Paulo (1946), com especialização em Antropologia. Etnólogo do Serviço de  Proteção aos Índios, dedicou os primeiros anos de vida profissional (1947-56) ao  estudo dos índios do Mato Grosso, Amazonas, Brasil Central, Paraná e Santa  Catarina. Nesse período fundou o Museu do Índio, que dirigiu até 1947, e criou o  Parque Indígena do Xingu. Escreveu uma vasta obra etnográfica e de defesa da  causa indígena. Elaborou para a UNESCO um estudo do impacto da civilização sobre  os grupos indígenas brasileiros no século XX e colaborou com a Organização  Internacional do Trabalho na preparação de um manual sobre os povos aborígenes  de todo o mundo. Organizou e dirigiu o primeiro curso de pós-graduação em  Antropologia, tendo sido professor de Etnologia da Faculdade Nacional de  Filosofia da Universidade do Brasil (1955-56).&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Diretor de Estudos Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do  MEC (1957-61); presidente da Associação Brasileira de Antropologia. Participou  com Anísio Teixeira, da defesa da escola pública; criou a Universidade de  Brasília, de que foi o primeiro reitor; foi ministro da Educação do Governo  Jânio Quadros (1961) e chefe da Casa Civil do Governo João Goulart, tendo sido  um dos líderes das reformas estruturais. Com o golpe militar de 64, teve os  direitos políticos cassados e foi exilado.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Viveu em vários países da América Latina, conduzindo programas de reforma  universitária, com base nas idéias que defendeu em A Universidade necessária.  Professor de Antropologia da Universidade Oriental do Uruguai; foi assessor do  presidente Salvador Allende, no Chile, e de Velasco Alvarado, no Peru. Escreveu  nesse período os cinco volumes de seus estudos de Antropologia da Civilização (O  processo civilizatório, As Américas e a civilização, O dilema da América Latina,  Os brasileiros - 1. Teoria do Brasil e Os índios e a civilização), nos quais  propõe uma teoria explicativa das causas do desenvolvimento desigual dos povos  americanos. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Ainda no exílio, escreveu dois romances: Maíra e O mulo, aos quais  acrescentou, mais tarde, Utopia selvagem e Migo. Publicou Aos trancos e  barrancos, que é um balanço crítico da história brasileira de 1900 a 1980.  Publicou também a coletânea de ensaios insólitos Sobre o óbvio e um balanço da  sua vida intelectual: Testemunho. Editou, juntamente com Berta G. Ribeiro, a  Suma etnológica brasileira. Publicou, pela Biblioteca Ayacucho, em espanhol, e  pela Editora Vozes, em português, A fundação do Brasil, um compêndio de textos  históricos dos séculos XVI e XVII, comentados por Carlos Moreira e precedidos de  longo ensaio analítico sobre os primórdios do Brasil.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Em 1976, retornou ao Brasil, sendo anistiado em 1980. Voltou a dedicar-se à  educação e à política. Participando do PDT com Leonel Brizola, foi eleito  vice-governador do Estado do Rio de Janeiro (1982). Foi cumulativamente  secretário de Estado da Cultura e coordenador do Programa Especial de Educação,  com o encargo de implantar 500 CIEPs no Estado do Rio de Janeiro. Criou também a  Biblioteca Pública Estadual, a Casa França-Brasil, a Casa Laura Alvim, o Centro  Infantil de Cultura de Ipanema e o Sambódromo, em que colocou 200 salas de aula  para fazê-lo funcionar também como uma enorme escola primária.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Em 1990, foi eleito senador da República, função que exerceu defendendo  vários projetos, entre eles uma lei de trânsito para proteger os pedestres  contra a selvageria dos motoristas; uma lei dos transplantes que, invertendo as  regras vigentes, torna possível usar os órgãos dos mortos para salvar os vivos;  uma lei contra o uso vicioso da cola de sapateiro que envenena e mata milhares  de crianças. Publicou, pelo Senado Federal, a revista Carta, onde os principais  problemas do Brasil e do mundo são analisados e discutidos. Foi também  secretário extraordinário de Projetos Especiais do Estado do Rio de Janeiro.  Colaborou com o governador Leonel Brizola na conclusão dos CIEPs e com o Governo  Federal nas condução pedagógica dos CIACs. Ocupou-se ainda da revitalização da  Floresta da Pedra Branca, da implantação de uma Universidade do Terceiro Milênio  no norte fluminense e da criação da Escola Superior da Paz.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Entre suas façanhas maiores conta-se haver contribuído para o tombamento de  98 quilômetros de belíssimas praias e encostas, além de mais de mil casas do Rio  antigo. Colaborou na criação do Memorial da América Latina, edificado em São  Paulo com projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. Gravou um disco na série mexicana  "Vozes da América". E mereceu títulos de Doutor Honoris Causa da Sorbonne, da  Universidade de Copenhague, da Universidade do Uruguai, da Universidade da  Venezuela e da Universidade de Brasília (1995). Prêmio Fábio Prado, de São Paulo  (1950).&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Entre 1992 e 1994, ocupou-se de completar a rede dos CIEPs; de criar um novo  padrão de ensino médio, através dos Ginásios Públicos; e de implantar e  consolidar a nova Universidade Estadual do Norte Fluminense, com a ambição de  ser uma Universidade do Terceiro Milênio. No Rio de Janeiro, revitalizou a  Floresta da Pedra Branca, numa área de 12.000 hectares.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Em 1995, lançou seu mais recente livro, O povo brasileiro, que encerra a  coleção de seus Estudos de Antropologia da Civilização, além de uma compilação  de seus discursos e ensaios intitulada O Brasil como problema. Lançou, ainda, um  livro para adolescentes, Noções das coisas, com ilustrações de Ziraldo,  considerado, em 1996, como altamente recomendável pela Fundação Nacional do  Livro Infantil e Juvenil.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Em 1996, entregou à Editora Companhia das Letras seus Diários índios, em que  reproduziu anotações que fez durante dois anos de convívio e de estudo dos  índios Urubu-Kaapor, da Amazônia. Seu primeiro romance, Maíra, recebeu uma  edição comemorativa de seus 20 anos, incluindo resenhas e críticas de Antonio  Callado, Alfredo Bosi, Antonio Houaiss, Maria Luíza Ramos e de outros  especialistas em literatura e antropologia. Ainda nesse ano, recebeu o Prêmio  Interamericano de Educação Andrés Bello, concedido pela OEA.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Obras ETNOLOGIA: Culturas e línguas indígenas do Brasil (1957); Arte plumária  dos índios Kaapo (1957); A política indigenista brasileira (1962); Os índios e a  civilização (1970); Uira sai, à procura de Deus (1974); Configurações  histórico-culturais dos povos americanos (1975); Suma etnológica brasileira, em  colaboração com Berta G. Ribeiro (1986, 3 vols.). ANTROPOLOGIA DA CIVILIZAÇÃO: O  processo civilizatório - Etapas da evolução sócio-cultural (1978); As Américas e  a civilização - Processo de formação e causas do desenvolvimento cultural  desigual dos povos americanos (1970); O dilema da América Latina - Estruturas do  poder e forças insurgentes (1978); Os brasileiros - 1. Teoria do Brasil (1972);  Os índios e a civilização - A integração das populações indígenas no Brasil  moderno (1970); The Culture - Historical Configurations of the American Peoples  (1970; edição brasileira, (1975); O povo brasileiro - A formação e o sentido do  Brasil (1995). &lt;/P&gt; &lt;P&gt;ROMANCE: Maíra (1976); O mulo (1981); Utopia selvagem (1982); Migo (1988).  &lt;/P&gt; &lt;P&gt;ENSAIOS: Kadiwéu - Ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza  (1950); Configurações histórico-culturais dos povos americanos (1975); Sobre o  óbvio - Ensaios insólitos (1979); Aos trancos e barrancos - Como o Brasil deu no  que deu (1985); América Latina: a pátria grande (1986); Testemunho (1990); A  fundação do Brasil - 1500/1700 - em colaboração com Carlos Araújo Moreira Neto  (1992); O Brasil como problema (1995); Noções de coisas. Com ilustrações de  Ziraldo (1995). &lt;/P&gt; &lt;P&gt;EDUCAÇÃO: Plano orientador da Universidade de Brasília (1962); A Universidade  necessária (1969); Propuestas - Acerca da la Renovación (1970); Université des  Sciences Humaines d’Alger (1972); La Universidad peruana (1974); UnB - Invenção  e descaminho (1978); Nossa escola é uma calamidade (1984); Universidade do  terceiro milênio - Plano orientador da Universidade Estadual do Norte Fluminense  (1993). Obras suas foram traduzidas para o inglês, o alemão, o espanhol, o  francês, o italiano, o hebraico, o húngaro e o  tcheco.&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112544684858886156?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112544684858886156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112544684858886156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112544684858886156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112544684858886156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/08/darcy-ribeiro.html' title='Darcy Ribeiro'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112544101806933263</id><published>2005-08-30T15:30:00.000-07:00</published><updated>2005-08-30T15:30:18.143-07:00</updated><title type='text'>Inconfidencia e independencia</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;TABLE cellPadding=3 width="100%"&gt;   &lt;TBODY&gt;   &lt;TR&gt;     &lt;TD&gt;&lt;I&gt;&lt;FONT face=Times color=#83746f size=-1&gt;&lt;FONT        size=+1&gt;&lt;B&gt;T&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;iradentes foi esse herói nacional fantástico, um        homem sábio, engenheiro que fez o serviço de águas do Rio de Janeiro, que        fez o planejamento dos portos do Rio... e que conspirou na Europa, em        Portugal e conspirou com os norte-americanos também. Era um intelectual        que lia, conhecia a constituição americana e queria fazer uma república.        Era respeitado pelos magistrados, pelos coronéis militares, pelos poetas,        por aquele grupo atípico de Minas que quis criar uma República Brasileira,        criar um Brasil e criar brasileiros, dando dignidade. Mas os portuguesas        abafaram isto tão bem que continuou soterrada a idéia de liberdade e de        autonomia do Brasil... &lt;/FONT&gt;&lt;/I&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;BR&gt;Trinta anos  depois da rebelião dos inconfidentes, o Brasil se tornava império autônomo. Mas  levaria quase cem anos para extinguir o trabalho escravo em seu território.  Durante trezentos anos o país usou cerca de doze milhões de negros como  principal força de trabalho em seu processo de formação. Trazidos do Sudão, da  Costa do Marfim, da Nigéria, de Angola e de Moçambique, essa gente marcaria com  sua cor e com sua força a fisionomia e a cultura brasileiras. E, ao final do  período colonial, era uma das maiores populações do mundo moderno.  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;"Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios  supliciados. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos  sempre marcados pelo exercício da brutalidade sobre aqueles homens, mulheres e  crianças. Esta é a mais terrível de nossas heranças. Mas nossa crescente  indignação contra esta herança maldita nos dará forças para, amanhã, conter os  possessos e criar aqui, neste país, uma sociedade solidária ".&lt;BR&gt; &lt;DIV align=right&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT face=Times&gt;&lt;EM&gt;O Povo  Brasileiro&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112544101806933263?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112544101806933263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112544101806933263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112544101806933263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112544101806933263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/08/inconfidencia-e-independencia.html' title='Inconfidencia e independencia'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112536403486057331</id><published>2005-08-29T18:07:00.000-07:00</published><updated>2005-08-29T18:07:14.863-07:00</updated><title type='text'>Cunhados</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt; &lt;TABLE cellPadding=3 width="100%"&gt;   &lt;TBODY&gt;   &lt;TR&gt;     &lt;TD&gt;&lt;I&gt;&lt;FONT face=Times color=#83746f size=-1&gt;&lt;FONT        size=+1&gt;&lt;B&gt;O&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;nde tinha algum europeu instalado na costa em        contato com as naus, e portanto capaz de fornecer mercadoria, cada aldeia,        e eram milhares de aldeias, levava uma moça pra casar com ele. Se ele        transasse com a moça, então ele se tornava cunhado. Ele passou a ter        sogro, sogra, genros... ele passou a ser parente. Então o sabido do        português, do europeu, conseguia desse modo pôr milhares de índios a        serviço dele, pra derrubar pau-brasil...  &lt;/FONT&gt;&lt;/I&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;BR&gt;&lt;FONT  face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=-1&gt;A porta de entrada do branco na  cultura indígena foi o "cunhadismo". Através desse costume foi possível a  formação do povo brasileiro. E da união das índias com os europeus nasceu uma  gente mestiça que efetivamente ocupou o Brasil. &lt;BR&gt; &lt;TABLE cellPadding=3 width="100%"&gt;   &lt;TBODY&gt;   &lt;TR&gt;     &lt;TD&gt;&lt;I&gt;&lt;FONT face=Times color=#83746f size=-1&gt;&lt;FONT        size=+1&gt;&lt;B&gt;N&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;o ventre das mulheres indígenas começavam a surgir        seres que não eram indígenas, meninas prenhadas pelos homens brancos – e        meninos que sabiam que não eram índios... que não eram europeus. O europeu        não aceitava como igual. O que era ? Era uma gente "ninguém ", era uma        gente vazia. O que significavam eles do ponto de vista étnico ? Eles        seriam a matéria com a qual se faria no futuro os brasileiros...        &lt;/FONT&gt;&lt;/I&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Darcy  Ribeiro&lt;/FONT&gt; &lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Darcy Ribeiro&lt;/FONT&gt;  &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112536403486057331?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112536403486057331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112536403486057331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112536403486057331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112536403486057331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/08/cunhados.html' title='Cunhados'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112536378408979428</id><published>2005-08-29T18:03:00.000-07:00</published><updated>2005-08-29T18:03:04.113-07:00</updated><title type='text'>Mestiços</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;FONT color=#654949&gt;&lt;STRONG&gt;Nós, brasileiros, somos  um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já  que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda  continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência  de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de  brasileiros..."&lt;/STRONG&gt; &lt;FONT face=Arial&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT face=Times&gt;&lt;FONT size=3&gt;Darcy  Ribeiro, em &lt;EM&gt;O Povo Brasileiro&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT  face=Arial size=-1&gt;&lt;B&gt; &lt;/B&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112536378408979428?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112536378408979428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112536378408979428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112536378408979428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112536378408979428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/08/mestios.html' title='Mestiços'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15905641.post-112536254149082267</id><published>2005-08-29T17:40:00.000-07:00</published><updated>2005-08-29T17:42:21.496-07:00</updated><title type='text'>Fusão do povo novo</title><content type='html'>FUSÃO POVO NOVO - Claudio Angelo&lt;br /&gt;O que você, brasileiro, é? Qual é a sua ascendência?O primeiro a levantar esta dúvida foi provavelmente algum mameluco matuto lá pelos idos anos de mil e quinhentos... Seu pai era, na expressão de Gilberto F. Vasconcellos, “um portuga femeeiro e taradão” e sua mãe, uma bela índia – a cunhã. A descendência resultante deste cruzamento entre as etnias indígena e portuguesa foi apelidada pelos jesuítas de mameluca, palavra de origem árabe (mamaluc), que designava os escravos nascidos nas áreas conquistadas pelos árabes, capturados e educados desde cedo com a finalidade de auxiliar o dominador islâmico a subjugar seus povos (Ribeiro1970:245).O mameluco brasileiro, também chamado de bandeirante ou paulista, filho do ventre da cunhã fecundado pelo esperma lusíada, não era considerado pelos índios como sendo um deles, pois para estes, a ascendência que contava era a paterna. A recepção pelo lado paterno era muito pior, pois os mamelucos eram motivos de deboche entre os reinóis e luso-brasileiros. Caso indagasse a si próprio a sua identidade, o mameluco só encontraria uma resposta: não sendo mais sílvícola, que ele despreza e escraviza, e nem europeu, que o escarnece e oprime, o mameluco não é ninguém (Ribeiro 1995:109). Surge aí a idéia da ninguendade de que fala Darcy. Não se identificando com ninguém, resta-lhe assumir-se como brasileiro, um povo novo.&lt;br /&gt;A ninguendade vai marcar igualmente os filhos resultantes dos intercursos sexuais do senhor de engenho com a escravaria africana.Transportados aos milhões da África para o Brasil, os negros africanos seriam usados como o principal combustível da empresa colonial açucareira, a primeira multinacional a chegar ao Brasil. Roubados de sua liberdade e do fruto de seu trabalho, eram desgastados no sistema de produção destinado a adoçar, por meio do sangue e suor africanos, temperados com muito capital holandês, o paladar europeu.O português que chegou às terras brasileiras, nos ensinou Gilberto Freire, já estava habituado ao convívio com povos etnicamente diferentes,&lt;br /&gt;sendo ele mesmo fruto do caldeamento entre romanos, celtas e muçulmanos. Esta herança étnica/cultural, a aproximação geográfica com os árabes, povos de pele escura, e a já costumeira miscigenação com eles, seriam fatores que facilitariam as puladas de cerca dos senhores de engenhos (e depois dos brancos em geral) na senzala, cujo resultado seria a prole mulata, híbrida entre o branco e o negro, entre o senhor absoluto e o escravo reduzido a nada. A ninguendade também seria o dilema do “mulato”, termo estigmatizante que designava o cruzamento do jumento com a égua, cuja prole exótica, a mula, não é capaz de se reproduzir. Procurar identificar-se apenas com a ascendência branca também foi (e para muitos infelizmente ainda é) uma das marcas dos afro-descendentes, pelo menos até o momento em que começaram a surgir movimentos de conscientização e valorização do negro, que, em alguns destes movimentos, empurrou o pêndulo da auto-imagem para o extremo oposto: identificar-se apenas com a ascendência negra, em detrimento de outras, sobretudo a branca. Amiúde consideram que as palavras “mestiço”, “moreno” ou “pardo” são eufemismos preconceituosos utilizados por aqueles que covardemente não assumem a ascendência africana. Esta concepção da questão negra, ainda que muito bem intencionada, procurando rejeitar a identificação com o branco que o discrimina para agregar-se ao negro com quem pode estabelecer vínculos de solidariedade com base na afro-descendência em comum, não nos parece ser científica e nem a única solução necessária para acabar com este antihumanismo, tão hediondo quanto burro, que é o racismo. De fato, o afro-descendente (“mulato”) é negro na mesma proporção em que é branco e antes de procurar se afirmar como etnia de origem africana diversa e apartada das demais gentes brasileiras, deve buscar sua própria identidade: a brasileira, ou afro-brasileira. Mais uma vez cito o gênio indomável Darcy Ribeiro:“[...] A partir destas bases precárias, o negro urbano veio a ser o que há de mais vigoroso e belo nacultura popular brasileira [...] O negro vem a ser, por isso, apesar de todas as vicissitudes que enfrenta, o componente mais criativo da cultura brasileira e aquele que, junto com os índios, mais singulariza o nosso povo.O enorme contingente negro e mulato é, talvez, o mais brasileiro dos componentes de nosso povo. O é porque, desafricanizado na mó da escravidão, não sendo índio nativo nem branco reinol, só podia encontrar sua identidade como brasileiro.” (Ribeiro 1995:222) Pois bem, após esta singela abordagem da origem do mameluco e do mulato e considerando ainda que estes passaram a se miscigenar uns com os outros e depois com chineses, italianos, alemães, japoneses, koreanos etc., remetamo-nos à indagação inicial. O que você, brasileiro, é?Bem, a resposta está contida na própria pergunta. Não somos índios, nem europeus, nem africanos, nem imigrantes asiáticos. Somos sim, brasileiros. Um povo novo, surgido da fusão destas diversas matrizes étnicas diferentes que, colidindo entre si, misturando-se e desfazendo-se, criaram uma das maiores tramas da humanidade, num processo – enfatize-se – de fusão, quase sempre trágico e doloroso, mas às vezes alegre, que, por fim, ensejou o aparecimento de uma nova nação sobre a face da terra, um povo – insisto e repito – novo: o brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15905641-112536254149082267?l=socialismomoreno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/feeds/112536254149082267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15905641&amp;postID=112536254149082267' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112536254149082267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15905641/posts/default/112536254149082267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://socialismomoreno.blogspot.com/2005/08/fuso-do-povo-novo.html' title='Fusão do povo novo'/><author><name>Leoncio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17162125690799079905</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
